
Declarada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como uma emergência de saúde internacional, a epidemia do novo coronavírus, que também é conhecido como covid-19 - "Co" significa corona, "vi" vem de vírus, e "d" representa "doença" e o número 19 indica o ano de sua aparição: 2019 -, foi descoberto na década de 1960 e o nome deriva de seu formato, semelhante a uma coroa.
São vírus de RNA extremamente adaptáveis e geneticamente diversos podendo se espalhar facilmente e infectar espécies diferentes.
A síndrome respiratória do Oriente Médio, mais conhecido como MERS, e a síndrome respiratória aguda grave, SARS, por exemplo, também são doenças causadas por tipos de coronavírus parecidos com o Covid-19, só que eles têm uma progressão muito mais grave (frequentemente encaminhando para pneumonia) e com taxa de mortalidade, conforme visto até agora, com números muito maiores.
Os sintomas do Covid-19 são, em muitos casos, parecidos com os de uma gripe, como febre, cansaço e dificuldade de respirar. Os sintomas mais graves surgem especialmente em pessoas mais velhas, por conta da imunossenescência. Trata-se de um processo natural do envelhecimento, segundo um novo estudo publicado no The Lancet, por pesquisadores da China. Segundo esse estudo, a diminuição da capacidade imunológica traz como resultado a maior incidência de doenças infectocontagiosas, seja o coronavírus, gripe ou qualquer outra. O mesmo também acontece para quem apresenta alguma doença crônica, fazendo com que estes sejam o mais atingidos e com maior agravante no Covid-19.
O vírus pode ser identificado laboratorialmente através da coleta de amostras de secreção da nasofaringe, pois, geralmente causam doenças respiratórias de intensidade leve a moderada e estima-se que até 10% dos casos de resfriados e gripes comuns sejam provocados por esse tipo de vírus.
Todavia, apesar de ele ser conhecido há bastante tempo, por apresentar RNA adaptável, é sempre como se fosse uma descoberta de algo novo, fazendo com que a vacina de gripe comum não seja efetiva para esse tipo de coronavírus. Sendo assim, consequentemente, ainda não temos tratamento para esses casos específicos, como uma vacina ou medicamento apropriado.
Por enquanto, está sendo realizada apenas a administração de medicamentos para sintomas leves, como febre e dor.
Já para pacientes com quadros mais graves e suspeita de pneumonia, os mesmos precisam ser internados para receber auxílio mais específico, e aqueles que evoluem com insuficiência respiratória precisam de intubação orotraqueal e ventilação mecânica.
Nossas medidas básicas de proteção, inclusive para evitar outros agentes infecciosos transmitidos pelo ar e por gotícula de saliva, serão sempre as opções mais simples, como evitar aglomerações e contato próximo com outras pessoas. Em casos de epidemia, cobrir o nariz e boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar (descartando o material em local adequado), pois as gotículas têm a capacidade de se espalhar pelo ar, propagando-se e contaminando outras pessoas que estão num raio de até 2km. Caso não seja tampado, lavar as mãos ou passar álcool, principalmente após frequentar estabelecimentos ou transportes públicos.
É importante também evitar tocar nos olhos, nariz e boca e não compartilhar copos, toalhas, talheres, maquiagem, objetos de uso pessoal em geral e, dependendo do local onde esteja, usar a máscara que cobre o nariz e a boca.
Bárbara Leal de Lima é estudante de Fisioterapia
@babileall