Cada vez mais as doenças têm sido encaradas como multifatoriais e, mesmo a dor sendo em uma parte específica do corpo, pode gerar desgastes, disfunções e sintomas em várias outras partes que, até há um tempo atrás, não teriam qualquer ligação.
Quando deixamos de encarar só a doença e encaramos o paciente como um todo, entende-se que de fato tudo em nosso corpo está conectado e não dá para "ignorar" outras queixas que, teoricamente, nada teriam em comum com a doença em si.
A integralidade já então vista, estudada e trabalhada em algumas práticas milenares teve um grande "boom" no Brasil, ganhando força e adeptos suficientes para serem disponibilizadas para atendimento pelo SUS.
Com o crescimento de procura em 46%, a acupuntura é uma das mais conhecidas técnicas complementares disponíveis. Ela faz parte da medicina tradicional chinesa que busca avaliar e tratar o estado energético e orgânico do indivíduo.
Para entendermos melhor, a medicina tradicional chinesa compreende que nosso corpo é dividido em meridianos, nos quais há centenas de pontos em que circula nossa energia vital chamada de "Qi".
Quando há qualquer tipo de bloqueio ou desajuste nessa circulação, isso é o sinal do início de doenças ou de alguma disfunção.
Os resultados da acupuntura são notados em tratamentos para diminuição do estresse, ansiedade, insônia, dores musculares e, certamente, a busca tem-se intensificado quando é notado que a possibilidade de efeitos colaterais são menores ou amenizados, como no caso de quem faz uso da quimioterapia e sente os benefícios da acupuntura na diminuição dos enjoos, por exemplo.
Mas, como o próprio nome já diz, terapias complementares são um complemento, um auxílio para que alguns tratamentos tenham resultados melhores para o paciente, não o isentando, no entanto, de que ele faça uso da medicina tradicional.
Há de se convir, ainda, que mais à frente está o profissional que leva em consideração não apenas a queixa pontual e momentânea do paciente e sim tudo que há por trás, toda sobrecarga física e emocional que ele traz consigo e para al quais almeja socorro.
Bárbara Leal de Lima é estudante de Fisioterapia
@babileall