Em maio de 2017, começaram, pelo bairro de Candeias, as primeiras ações para implantação do sistema de coleta e tratamento de esgoto de Jaboatão dos Guararapes. As intervenções tiveram início na Rua Padre Nestor de Alencar e faziam parte da 1ª etapa do Sistema de Esgotamento Sanitário da cidade.
A previsão era de que, em 15 meses fosse concluído o assentamento da rede coletora de esgoto em todo bairro de Candeias, momento no qual se iniciariam as obras em Piedade e Barra de Jangada.
Na primeira fase de implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Jaboatão dos Guararapes deveriam ser implantados 61 mil metros de tubulações, cinco estações elevatórias e uma estação de tratamento de esgoto (ETE) – situada na Rua Corumbá, em Candeias.
O prazo para concluir todo projeto, contemplando os três bairros da cidade, seria de 24 meses, ou seja, a obra estaria concluída em maio de 2019.
A intenção dos responsáveis pela obra era de que elas acontecessem por bairros e de forma gradual (por quadras), com o objetivo de minimizar os transtornos para a população e para o trânsito local.
Prestes a completar 3 anos – 36 meses – do início da obra, ainda não se tem ideia de quando ela será finalizada e os transtornos – para a população e para o trânsito local -, continuam. 
Muito transtorno para poucos beneficiados
De acordo com as próprias placas da Compesa, instaladas em todos os pontos dessas obras, 73 mil pessoas serão beneficiadas após a implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Jaboatão dos Guararapes. Para uma cidade com uma população aproximada de 700 mil habitantes (Dados do IBGE, em 2018), esse benefício representa pouco mais de 10% dos jaboatanenses que, além disso, estão instalados numa área que possui uma população de 165.304 habitantes. Levando-se em consideração só a população dos 3 bairros onde estão se realizando as obras, a quantidade de pessoas beneficiadas representa apenas 44,15% dos moradores da Zona Sul jaboatanense.
Vale-se ressaltar que os outros 535 mil habitantes não têm nem ideia de quando terão um benefício igual – se é que terão, um dia.
A obra, que vai beneficiar esse pequeno percentual de pouco mais de 10% de toda a população, há 33 meses causa os transtornos que se dizia que havia uma logística com o objetivo de minimizá-los.
O pior, nisso tudo, é que, mesmo diante de todos esses transtornos que são causados à população, não se vê um só guarda de trânsito orientando os pedestres, os motoristas, colaborando – o que é uma obrigação -, para diminuir esse fardo que a população está tendo de carregar.
Não se sabe se isso ocorre por determinação da Compesa – que não quer interferência da Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes ou se esqueceu de fazer uma solicitação nesse sentido -, ou porque a prefeitura não tem interesse em colaborar, já que se trata de uma obra do governo, muito embora os beneficiados sejam os eleitores jaboatanenses.
Sensação
Vento
Umidade

