
Em tempos de pandemia e isolamento social, situações que nunca vivenciamos, onde temos que combater um inimigo que sequer pode ser visto, mais sensações nos acompanham num estalar de dedos, a cada nova atualização da OMS.
Ansiedade e medo são emoções normais existentes em todos nós, são instintos primitivos com uma finalidade para sua existência: dar-nos oportunidade de fuga em alguma situação de risco, visto que com alguns hormônios em atividade ficamos mais alertas ao que acontece ao nosso redor.
Em momentos como esse são liberados adrenalina e cortisol, por exemplo, responsáveis pelo aumento da nossa pressão arterial, aumento da glicose no sangue e por alterar o aporte sanguíneo em músculos maiores, como as pernas, que estariam prontas para fugir.
Diante dessa situação, sem saber quando nem como tudo irá se resolver com relação ao Covid-19, nosso corpo responde enviando esses hormônios de forma contínua, sem pausas saudáveis, a ponto de o sistema nervoso não entender que já estamos "salvos do predador". É exatamente nessa continuidade que está o desequilíbrio, fazendo com que a adrenalina chegue a todo nosso organismo e nosso sistema imune interrompa suas tarefas, pois o cérebro enxerga como um desperdício de energia já que, fisiologicamente, ele não serve para a fuga.
O que se sabe é que a imunidade estando baixa é atalho para todo tipo de doença. Sendo assim, com o Coronavírus não seria diferente. Nossa meta é deixar o organismo mais forte, não com o pretexto de estar imune, mas sim menos vulnerável, já que ainda não temos grandes opções de combate.
Para aumentar as barreiras e o enfrentamento, devemos contar com uma alimentação mais saudável possível, garantir uma ingestão de água adequada, tomar banho de sol quando possível - mesmo que seja dentro de casa -, praticar alguma atividade física - ainda que seja leve -, fazer meditação - mesmo que guiada pelo Youtube -, e tentar desvincular-se o máximo possível de receber essa enxurrada de notícias pesadas que cercam o mundo neste momento, intercalando com outros assuntos e temas mais leves, mais prazerosos.
Enquanto puder, é bom que se mantenha uma rotina diária bem amena. Caso não seja possível, não se cobre tanto. Tente relaxar, até porque, quando a quarentena acabar, precisaremos estar bem dispostos para reerguermos uns aos outros.
Bárbara Leal de Lima é estudante de Fisioterapia
@babileall