ECONOMIA Economia
Índice de Confiança de Serviços sobe 4 pontos em abril, diz FGV
Setor de serviços prestados às famílias é destaque positivo do mês
28/04/2022 10h55
Por: Marcos Lima Fonte: Agência Brasil

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) cresceu 4 pontos em abril, atingindo 96,2 pontos. Este é o maior nível desde novembro de 2021, quando alcançou 96,8 pontos. Em médias móveis trimestrais, a alta no índice chegou a 1,7 ponto, sendo a primeira no ano.

A elevação do indicador foi espalhada em 12 dos 13 segmentos pesquisados. De acordo com o Ibre, o resultado de abril teve influência da melhora na avaliação das empresas sobre a situação atual e das perspectivas para os próximos meses.

O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 5,1 pontos, passando para 96 pontos, que é o maior nível desde abril de 2014. Lá, havia atingido 96,3 pontos. O Índice de Expectativas (IE-S) também avançou. A alta ficou em 2,9 pontos, chegando a 96,6 pontos. É o maior nível desde dezembro do ano passado, quando alcançou 98,7 pontos.

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Para o economista do FGV/Ibre, Rodolpho Tobler, o avanço pelo segundo mês seguido na confiança de serviços sugere volta ao padrão de retomada ocorrido ao longo de 2021. Segundo Tobler, o resultado foi disseminado entre os principais segmentos e mais influenciado pelo segmento de serviços prestados às famílias, que, na avaliação do economista, demonstram responder positivamente, após o surto de Ômicron que ocorreu no início de 2022.

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“A melhora também foi difusa entre indicadores sobre o presente e de expectativas. Para os próximos meses, ainda é possível imaginar continuidade de recuperação. O setor de serviços foi o que mais sofreu ao longo da pandemia. Contudo, altas mais expressivas ainda dependem de melhora do cenário macroeconômico”, observou.

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Famílias

Um dos principais destaques no resultado positivo do mês, disseminado entre os principais segmentos do setor, voltou a ser o de serviços prestados às famílias. No ano passado, influenciado pelos altos índices de vacinação no país e flexibilização das restrições impostas pelo combate ao vírus, o segmento contribuiu positivamente para a recuperação do setor.

Apesar disso, na virada para 2022, com o aparecimento da variante Ômicron, o recuo nos serviços prestados às famílias se mostrou mais intenso. Mas a alta da confiança, nos últimos meses, já recuperou o que foi perdido nos primeiros meses deste ano com a melhora dos números da pandemia e voltou a puxar a retomada do setor.