- Lei 13.047/2014
“Art. 2º-C. O cargo de Diretor-Geral, NOMEADO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, é privativo de delegado de Polícia Federal integrante da classe especial.”

Por Ricardo Almeida
Em reunião coletiva realizada na manhã de hoje (24/04), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, comunicou sua demissão do governo. O motivo da demissão foi a troca do comando da Polícia Federal.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, exonerou o Diretor –Geral da Policia Federal, Maurício Leite Valeixo, com a publicação no diário oficial, sem o conhecimento do então Ministro Sérgio Moro.
O presidente Jair Bolsonaro, publicou no Twitter, antes da coletiva de Sérgio Moro.
- Lei 13.047/2014
“Art. 2º-C. O cargo de Diretor-Geral, NOMEADO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, é privativo de delegado de Polícia Federal integrante da classe especial.”
Em coletiva o Ex-MinistroSérgio Moro, “Disse ao presidente que não havia problema em trocar o comando da PF. Mas para isso era necessário uma causa, um motivo concreto”
“Não é a questão do nome. Há outros bons nomes. O problema da troca era uma violação da promessa de que eu teria carta branca. Em segundo lugar não havia causa para a troca. E haveria interferência política na Polícia Federal”, afirmou o ex-ministro.
Foi afirmado ainda por Moro, “O presidente me disse que queria ter uma pessoa da confiança dele, que ele pudesse ligar, obter informações. E esse não é o papel da Polícia Federal. As investigações têm que ser preservadas”, comunicou em coletiva. “O grande problema não é quem entra, mas por que entra”, afirmou Moro.
Sérgio Moro tentou buscar “uma solução alternativa para tentar evitar uma crise política durante a pandemia, mas entendeu que não podia deixar de lado o seu compromisso com o estado de direito”
Nas declarações de Sérgio Moro, ele afirmou que “A exoneração é um sinal de que o presidente não me quer no cargo”..
Ainda na coletiva, Sergio Moro falou sobre seu futuro, “Abandonei a magistratura. É um caminho sem volta. Agora vou descansar um pouco. Depois vou procurar um emprego. Não enriqueci, nem como magistrado nem como ministro”.