
Em Jaboatão, a oposição não avança por falta de projeto
Sem união, a oposição fica cada vez mais perdida e, persistindo este cenário, Anderson Ferreira deve resolver a eleição no 1º turno
Uma eleição atípica e sem adversários.
Este é o “CENÁRIO” para este ano, em Jaboatão dos Guararapes.
Isto se dá, principalmente, porque Jaboatão é uma cidade onde a classe média não se envolve no processo eleitoral e, com isso, a cidade fica a prescindir de um projeto político que supere o atual.
Lá uma vez perdida, surge alguém que se arrisca para isso, mas demonstra uma falta de perspectivas e um discurso vazio que não aguenta um minuto de debate. E a oposição, quando tenta se aglutinar, em vez de se unir e desenvolver projetos para a cidade, acaba mesmo é se digladiando entre eles e cada um a falar que o outro – ou o seu partido – é pior. E, com isso, não chegam a lugar algum.
Ou seja: a oposição está 'mais perdida que cego em tiroteio', cada vez mais entranhada num labirinto que não a leva a nada.
Com um território imenso e muito a se fazer, Jaboatão tem sido um desafio para os que passaram, estão passando e pretendem passar pelo sonho do poder de ser prefeito da segunda cidade mais rica de Pernambuco.
Em 2020, temos um cenário ainda mais relevante, que precisaria de uma oposição mais mobilizada e mais envolvida no processo eleitoral, o que não acontece. Aqueles que tentam fazer algo mais próximo desse perfil, esbarram na falta de unidade e de projetos que envolvam a população.
A cidade hoje – como há muitos anos acontece -, tem, no máximo, entre 100 a 150 pessoas que discutem política, o que é muito frágil para um município que passou dos 800 mil habitantes.
Pelo desenho político que está posto em Jaboatão, o prefeito Anderson Ferreira deve resolver a eleição já no 1º turno. Já pode, portanto, encomendar ao seu alfaiate um novo terno.