GERAL Paraíba
Mobilização da Sedh marca Dia Mundial do Enfrentamento do Tráfico de Pessoas em João Pessoa
Com a finalidade de chamar a atenção da sociedade sobre a problemática do tráfico de pessoas, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sed...
31/07/2022 09h00
Por: Marcos Lima Fonte: Secom Paraíba

Com a finalidade de chamar a atenção da sociedade sobre a problemática do tráfico de pessoas, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), órgão ao qual estão vinculados o Núcleo Estadual de Enfrentamento ao Tráfico e Desaparecimento de Pessoas da Paraíba (NETDP/PB) e o Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico e Desaparecimento de Pessoas da Paraíba (CETDP/PB), promoveu neste sábado (30), no Terminal Rodoviário de João Pessoa, uma mobilização de conscientização alusiva ao Dia Mundial ao Enfrentamento do Tráfico de Pessoas. Na ocasião, foi distribuído material informativo e educativo sobre a temática. A ação integra a campanha nacional ‘Coração Azul’.

Francisca Fernandes Vieira, diretora do Sistema Único de Assistência Social da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social, destacou a importância da temática. “Em menos de uma hora que estivemos aqui, várias pessoas nos procuraram dizendo que foram vítimas do trabalho escravo na juventude e conseguiram se libertar; pessoas que perderam familiares que estão desaparecidos e pode ter sido para o tráfico humano. Então isso só demonstra a importância dessa mobilização de sensibilização da sociedade paraibana para alertar do perigo e do crime que é o tráfico de pessoas”, comentou.

O odontólogo Rony Sousa, de Natal (RN), considerou a ação extremamente importante, devendo servir de exemplo para outros estados. “É importante esse tipo de campanha para que a gente acorde para uma realidade que se faz presente no dia a dia.  É um assunto que passa despercebido. A maioria das pessoas não olha o que está acontecendo em sua volta, são apenas pessoas que estão transitando, umas vão e outras vêm e ninguém imagina que ali pode estar acontecendo um crime”, observou.

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Para Maria do Céu Palmeira, ouvidora da Defensoria Pública da Paraíba, que estava participando da mobilização, “é muito importante que todo esse núcleo do Estado esteja mobilizando toda a sociedade para essa pauta que merece um olhar da sociedade. O tráfico de pessoas já vem de um contexto bem antigo e precisa ser cuidado”.

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A assistente social Vanessa Aguiar, que estava embarcando, comentou sobre a visibilidade da ação. “Parabenizo a mobilização e sugiro que uma atividade como essa, seja expandida, principlamente em áreas de fronteiras, por tratar-se de um assunto pouco divulgado e debatido entre as pessoas”, disse.

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Conforme dados do Observatório da Erradicação do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas, divulgado pelo Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB), em 18 anos, de 2003 a 2021, cerca 550 paraibanos foram resgatados de condições análogas à escravidão em vários estados do País. 

Na Paraíba, de acordo com os dados do NETDP/PB e da COETRAE/PB, desde 2019, 43 pessoas foram resgatadas em municípios paraibanos vítimas de trabalho análogo à escravidão. As vítimas foram localizadas no Sertão Paraibano, mais especificamente em Assunção, Tavares, Salgadinho, Juru, Manaíra, Brejo do Cruz e São Bento. 

A maioria das vítimas são homens jovens, negros, agricultores com pouca ou nenhuma escolaridade, em situação de extrema vulnerabilidade, motivadas por diversas questões sociais. Em função disso, constata-se que a pobreza, o analfabetismo, o desemprego, o racismo e os conflitos fundiários são uma das principais causas do trabalho escravo e tráfico de pessoas.

Serviço: 

Em toda a Paraíba, a população conta com os serviços do NETDP e o CETDPno Enfrentamento ao Tráfico e Desaparecimento de Pessoas, que atuam nos eixos de prevenção, articulação da rede de repressão e assistência às vítimas dos crimes de tráfico, desaparecimento de pessoas e trabalho análogo a escravidão. Para mais informações acesse o e-mail:  comiteetppb@gmail.com

Há ainda o Disque 123, que é um canal de denúncia próprio do Estado, que visa atender pessoas em situação de risco, violência e violação de direitos. Trata-se de uma ferramenta com abrangência nos 223 municípios paraibanos. Para denunciar, ligue 123.

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Reprodução/Secom Paraíba
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