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ESPECIAL
14/09/2022 10h21 Atualizada há 4 anos
Por: Marcos Lima Fonte: Redação do Portal Difusão Brasil

O Varejo agoniza

 

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Por Ricardo Galdino (*)

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Nossa experiência com o varejo vem desde 1990, seja como lojista ou como consultor do varejo. 

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Ao longo de todos esses anos buscamos, literalmente, lutar por um varejo justo, que pudesse promover as melhores condições às micro, pequenas e médias empresas para que obtivessem um crescimento espontâneo, resultante de seus investimentos no mais amplo sentido da palavra. 

Em todo esse período de dedicação e trabalho, na luta pela melhoria do segmento varejista, me deparei com muitas barreiras: as barreiras governamentais, o Estado fiscalizatório,  arrecadatório e isso realmente prejudica sobremaneira as micro, pequenas e médias empresas, impedindo-as de tomarem a iniciativa de crescer. 

Elas se veem impedidas, por razões óbvias como, por exemplo, a alta carga tributária, para um setor como este que gera muitos empregos. Aliás, o 2º maior gerador de emprego do Brasil, que trata de todos os segmentos que o governo, talvez, pudesse – ou devesse – desenvolver. 

À guisa de nos fazermos entender, sobre esta afirmativa, ressalto que o varejo:

Enfim, trata-se de um setor extremamente importante, pujante, da nossa economia, mas também extremamente fiscalizado, engessado, sem nenhuma razão, porque essa fatia do mercado a que estamos nos referindo representa uma arrecadação de 2,5% de toda a arrecadação auferida pelo Estado de Pernambuco. 

Apesar disso, o setor é tributado da mesma forma que qualquer outro setor que disponibilize uma arrecadação bem inferior a esta e, ao mesmo tempo, o obriga a concorrer com grandes empresas, muitas das quais originárias de outros Estados e, até, de outros países, que recebem incentivos fiscais que reduzem consideravelmente seus custos de tributos e impostos. 

Enquanto isso, o setor varejista, para operar, tem que arcar com uma tributação que varia de 17% a 27%, algo irreal, totalmente irreal e punitivo para quem gera tanta riqueza para o Estado. 

Nossa luta, portanto, é exatamente para tentar fazer com que esses tributos possam ser regulados, debatidos, para que se tornem mais enxutos, mais justos, contribuindo para que o segmento possa promover sua expansão, gerando mais emprego, mais renda para a população e, concomitantemente, mais arrecadação para o Estado por meio da quantidade maior de empresas varejistas. 

Aliás, esta é uma tática que há dezenas de anos é utilizada pelos orientais: eles conseguem encontrar maneiras de baratear o custo do produto e ter uma boa margem de lucro, mesmo vendendo mais barato. Com isso, vende mais e mesmo obtendo lucros muito baixos nas vendas conseguem ganhar muito mais porque ganham na quantidade. 

FRANQUIA DO VENDE-SE / ALUGA-SE

 

            A maior gravidade, o que mais vemos hoje, é a enorme quantidade de lojas fechadas por todo o País e o Estado de Pernambuco não está fora dessa estatística. 

            Eu sempre falo que ‘a maior rede de franquias que hoje espalha e está em todas a partes do País é a vende-se/aluga-se’, o que é um crime pois esses imóveis poderiam estar sendo naturalmente ocupados por alguma empresa, gerando milhares de empregos, gerando riquezas, que é isso que faz com que a economia funcione e seja alavancada.

Paralelamente a este impulsionamento da economia, reduz-se o índice de desemprego, a fome, os leitos dos hospitais que recebem centenas de doentes, ou seja, a tendência é uma significativa melhora de todos os segmentos. Porque as pessoas têm mais trabalho à disposição, trabalham mais, ganham mais dinheiro, passam a viver melhor, ter direito ao lazer, à diversão, a poder levar seus filhos para usarem os brinquedos dos shoppings, estudar em melhores escolas, mesmo que sejam públicas, pois o governo arrecada mais e pode investir mais em educação.

Então é isso que precisamos mudar e um dos caminhos para esta mudança é o incentivo ao setor varejista.

É por isso que sou favorável às propostas dos candidatos BIRA, para deputado federal, e GILSON MACHADO, para o Senado, que irão representar Pernambuco e lutar pelo desenvolvimento do nosso Estado.

Estou apostando em dois candidatos versáteis, conhecedores do que fazem e ambos já fizeram e fazem muito pelo nosso País, pelo nosso Estado, pela nossa gente. 

Gilson Machado, enquanto presidente da Embratur e ministro do Turismo, mesmo enfrentando uma pandemia mundial conseguiu alavancar o setor de turismo do País, criando novas frentes de trabalho, disponibilizando novas opções, estimulando as empresas aéreas a criarem e oferecerem aos brasileiros mais opções e agilidade em seus deslocamentos internacionais, abrindo novas portas de entrada do Brasil, para o resto do mundo. 

Bira da Universo, há mais de 20 anos engajado no segmento da Educação, mesmo com a grande gama de compromissos por exercer um cargo de assessoria à presidência de uma grande instituição de ensino superior – agora licenciado por conta de sua candidatura – ainda consegue se colocar à disposição de mais de 20 instituições, como voluntário, como conselheiro, como apoiador, para ajudar aos mais carentes e ainda presidir uma instituição tão importante para as famílias de crianças autistas, com atendimento e tratamento gratuito, como a Fundação Perrone, da qual também está temporariamente licenciado. 

Portanto, não estou apostando em nomes desconhecidos, mas em duas figuras humanas conscientes de seus deveres de cidadãos, pais de famílias, tementes a Deus e patriotas que se colocam à disposição do nosso País e de nossa gente. 

(*) Ricardo Galdino é empresário, consultor de empresas e diretor de várias entidades do segmento de varejo