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Anvisa aprova vacinas de Oxford e Sinovac; veja o que já está definido ou não sobre a vacinação no Brasil

A primeira pessoa vacinada, a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, é diabética e hipertensa e se voluntariou para atuar na linha de frente contra a covid-19

Marcos Lima
Por: Marcos Lima Fonte: Redação Portal Difusão Total
17/01/2021 às 17h41
Anvisa aprova vacinas de Oxford e Sinovac; veja o que já está definido ou não sobre a vacinação no Brasil
Dose da Sinovac sendo aplicada na Turquia; autorização da vacina no Brasil é tema de reunião da Anvisa neste domingo (Crédito,Epa)

 

Por Paula Adamo Idoeta

Da BBC News Brasil em São Paulo

  

 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou neste domingo (17/1), por unanimidade, o uso das duas primeiras vacinas contra o coronavírus disponíveis em território brasileiro: a da Sinovac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a China, e a da Oxford-AstraZeneca, cujo pedido de uso emergencial foi feito pela Fiocruz — e cujo primeiro carregamento deve ser trazido da Índia por um avião fretado pelo Ministério da Saúde. 

Na prática, quando os laboratórios forem informados oficialmente (e o Butantan assinar um termo de compromisso sobre a eficácia), a vacinação com os dois imunizantes estará autorizada a começar no Brasil. 

O governo federal não estabeleceu uma data oficial para o início da vacinação no Brasil, mas o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, tem dito que a previsão é começar a imunização na quarta-feira (20/1), simultaneamente em todo o país — um plano colocado em dúvida por especialistas em imunização. 

Em São Paulo, o governador João Doria havia planejado iniciar a vacinação no Estado em 25 de janeiro, mas afirmou que poderia antecipar a campanha de imunização a depender do aval da Anvisa - e já vacinou a primeira pessoa do país na tarde deste domingo. 

Segundo o governo paulista, trata-se da enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, que é diabética e hipertensa e se voluntariou para atuar na linha de frente contra a covid-19. O imunizante foi aplicado por Jéssica Pires de Camargo, 30 anos, enfermeira de Controle de Doenças e Mestre de Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo. 

Em seguida, a primeira vacinada recebeu o selo simbólico com os dizeres "Estou vacinado pelo Butantan" e uma pulseira com a frase "Eu me vacinei". 

A Anvisa determinou que o Butantan precisava assinar um termo de compromisso antes de iniciar as aplicações.

"O Instituto Butantan - ligado ao Governo de São Paulo - informa que a decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitida neste domingo, 17 de janeiro, comprova mais uma vez, e de forma inequívoca, a segurança e a eficácia da vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela instituição em parceria com a biofarmacêutica Sinovac", disse o Butatan em nota.

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