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Por Claudemir Gomes

Marcos Lima
Por: Marcos Lima Fonte: Redação do Portal Difusão Brasil
18/10/2022 às 11h32 Atualizada em 19/10/2022 às 08h52
ARTIGO

SPORT TERÁ QUE JOGAR SEM TORCIDA DENTRO E FORA DA ILHA DO RETIRO E ANDA PODE PERDER PONTOS

Comemorar um gol é essencial, pois se trata do momento mais sublime do futebol, mas não precisa se comemorar acintosamente

Na história do futebol vamos encontrar jogos que nunca acabaram. Este – Sport 1x1 Vasco – disputado domingo, na Ilha do Retiro, válido pela 35ª rodada do Brasileiro da Série B, entrará para o arquivo dos mortos vivos, ou seja, morreu, mas nunca será enterrado. O resultado, considerado adversos para o time pernambucano por ser circunstancial, acordou um monte de “fantasmas”, dentre eles o famoso “complexo de vira lata”, tão propalado pelo mestre Nelson Rodrigues.

A súmula do árbitro (FIFA/SP), Raphael Claus, está enriquecida de relatos verdadeiros e honestos sobre os incidentes ocorridos na Ilha do Retiro, nos minutos finais da partida, pós o gol marcado pelo time carioca. Fatos que, segundo o mestre José Joaquim Pinto de Azevedo podem levar o Sport a perder o jogo por 3x0 no STJD.

“O Artigo 19 do Regulamento Geral das competições da CBF vai possibilitar ao Vasco brigar pelos três pontos no Tribunal”, ressaltou Azevedo.

Em tumulto generalizado fica difícil, é quase impossível, apontar o dedo para um culpado. Em tempos de redes sociais, cada um expressa sua verdade, e o que observamos é que, nas diversas reações, todas levadas pela emoção, pouco se observou sobre a fragilidade de um estádio cuja vulnerabilidade ficou escancarada.

Abrir uma discussão sobre a presença, ou não, das organizadas nos estádios, é a mesma coisa que enxugar gelo.

Em 2006, foi criado, em Pernambuco, como uma ação de vanguarda aplaudida em todo o País do Futebol, o Juizado do Torcedor. Uma célula que seria de fundamental importância na cruzada contra a disseminação da violência no futebol, feita pelas Torcidas Organizadas.

Pouco tempo depois, deputados de plantão, à época na execução de seus mandatos na Alepe, aprovaram projeto de lei que minou a força do Juizado do Torcedor.

A partir daí, as organizadas tocaram o terror no Recife: mataram, mutilaram e espancaram desafiando a tudo e a todos. Alguns dirigentes que passaram pelos clubes compraram a briga com as facções criminosas que frequentam as arquibancadas, mas seus sucessores logo abriram a guarda.

Viva a impunidade!

Os fatos ocorridos neste domingo, na Ilha do Retiro, escancaram a vulnerabilidade do estádio leonino, assim como, ressaltam as falhas das medidas de segurança adotadas pelo clube, e pela Polícia Militar.

Perguntar não ofende:

- Por que os jogadores dos times adversários aquecem defronte à facção da torcida mais violenta do Sport?

- Por que a torcida mais violenta fica posicionada na parte mais vulnerável em relação ao acesso, ao campo de jogo?

Vale observar que a Torcida Jovem fica posicionada num local próximo ao portão de acesso das ambulâncias, que são estacionadas dentro do alambrado.

- Por que não havia um reforço da Polícia Militar, e da segurança privada do Sport, no portão que dá acesso ao campo, no setor onde fica a torcida organizada?

A facilidade como os torcedores abriram o portão, invadiram aquele espaço do campo e agrediram bombeiros e jogadores do Vasco, é uma prova inconteste de que não havia um aparato de segurança no local.

Bom! A história nos mostra que esta não é a primeira vez que o Sport será prejudicado por conta de invasão de campo, por parte da torcida, e dos dirigentes.

Mais um jogo sem ponto final.

Nota da Redação:

O que é uma vergonha.

E, mais uma vez, reafirmo minha opinião de que isto só acabará quando algum político, em vez de se preocupar apenas com a sua 'profissão', elabore e lute pela aprovação de leis mais duras, que punam, prendam, suspendam e afastem definitivamente, dos estádios e das ruas, esses vândalos que se travestem de torcedores.

Talvez aí, então, as famílias voltem a frequentar os estádios e a torcer pelos seus times em segurança, dentro e fora dos estádios de futebol.

Fica a dúvida: Será que algum político, de Pernambuco ou de qualquer outra parte do Brasil, poderá vir a fazer isto, em prol do Esporte mas, sobretudo, em prol do lazer e da segurança das famílias Brasileiras?

 

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