

Por Marcos Lima
A partir de janeiro de 2023, Pernambuco terá um novo tempo e começará a escrever uma nova história, sendo governado por uma mulher
Amanhã, domingo, 30/10, 12 Estados irão escolher seus governadores no 2º turno. Pernambuco está entre eles.

Em nosso Estado, foi bonito de se ver que, apesar de terem concorrido no 1º turno 10 candidatos, sendo 7 homens e 3 mulheres, 2 dessas passaram para o 2º turno - derrubando os demais adversários e se enfrentando no final, conforme arte de Lu Freire, chargista exclusivo do Portal Difusão Brasil -, e Pernambuco terá, de fato e de direito, sua 1ª governadora mulher eleita em sufrágio universal, do Período Republicano (1889 à atualidade), e não apenas governadora interina (como foi o caso de Luciana Santos, vice-governadora de Paulo Câmara na sua 2ª gestão, no período de 1º/01/2019 à atualidade).
Antes, no período das Capitanias Hereditárias, também tivemos uma mulher, Brites de Albuquerque, esposa de Duarte Coelho, o 1º donatário da Capitania de Pernambuco que, após a morte do marido, assumiu o governo da capitania e ficou conhecida como “A Primeira Governante das Américas”.
Em 1554, a fim de tratar de assuntos importantes para a construção de engenhos, Duarte Coelho viajou para Lisboa, deixando no governo de Pernambuco, Dona Brites - ajudada pelo irmão Jerônimo de Albuquerque – uma vez que ele levou consigo seus filhos para estudarem na Europa.
No dia 7 de agosto de 1554, Duarte Coelho morreu e, na ausência dos filhos, Dona Brites permaneceu no governo até que, em 1561, com a maioridade, Duarte Coelho de Albuquerque assumiu o governo da capitania, como o 2º donatário.
Antes, ela já havia assumido, nos períodos de 18 de abril de 1553 a 30 de julho de 1553, durante viagem de seu marido; de 27 de fevereiro de 1554 a 10 de março de 1561 e de 16 de fevereiro de 1572 a 22 de abril de 1575, em nome de seu filho – Duarte Coelho de Albuquerque -, ainda menor.
Chegamos, literalmente, ao fim da campanha das eleições de 2022.
O fato de termos duas mulheres disputando o governo de Pernambuco mostra que o pernambucano não é tão machista como se imaginava. Ou então, mudaram seu machismo, em virtude do abandono em que Pernambuco se encontra, após 8 anos do governo Paulo Câmara.
A única mancha desta campanha, que ora chega ao fim, foi o fato de a assessoria de Marília ter escolhido a estratégia errada, de profusão de fakes news e utilização de atitudes não muito condizentes com tão importante momento da democracia do nosso Estado. O que deu certo em 2020, com João Campos, com toda certeza não serviu para Marília, agora em 2022.
Mas ficou a lição, e a mais do que provável vitória de Raquel Lyra, amanhã, mostra um novo caminho, os quais deverão ser seguidos pelos (ou pelas) próximos (ou próximas) concorrentes ao governo de Pernambuco.
Oxalá esta lição se espalhe por todo o Brasil!
Arte: Equipe Portal Difusão Brasil
Charge: Lu Freire Charge