Olá amigos, na semana anterior falamos aqui a respeito da dor crônica na terceira idade, destacando a magnitude de seus efeitos e os grandes avanços ocorridos na medicina, visando combatê-la. Hoje, trataremos de um outro aspecto importante e de grande interferência na saúde e na qualidade de vida da pessoa idosa: a sarcopenia. Você sabe o que isso significa?
O termo vem do grego: sarx quer dizer músculo e penia, perda. Resumindo, sarcopenia é o processo natural e progressivo de perda de massa muscular (músculos), característico do envelhecimento. Fatores relacionados a doenças, ou a estilo de vida inadequado, podem acelerar este processo, que costuma ter seu início por volta dos 45 anos, quando a massa muscular começa a declinar a uma taxa de 0,5% ao ano, aumentando até cerca de 1% ao ano, a partir dos 65 anos de idade.
Fala-se muito de osteoporose, que é a diminuição progressiva da densidade óssea, de infarto, AVC, perda de memória, mas bem pouco da perda de músculos.
Recentes estudos demostraram que 40% da população acima de 65 anos e 60% dos indivíduos com mais de 80 anos, são afetados pela sarcopenia. Suas causas e progressão são múltiplas, incluindo alterações na síntese de proteínas, disfunção neuromuscular, inflamação, alterações hormonais, anormalidades metabólicas e nutricionais. Além disso, fatores de risco, tais como sexo (mais evidente em mulheres), hábitos de vida, doenças associadas e fatores genéticos também podem predispor ao seu aparecimento. Quando em combinação com a osteoporose, a sarcopenia resulta em significativa fragilidade, frequentemente encontrada na população idosa, tornando-os muito vulneráveis a traumas físicos.

Felizmente, a sarcopenia pode ser evitada e até mesmo revertida com a prática de exercícios físicos e nutrição adequada. Tais métodos estimulam o ganho de massa muscular, além de favorecer o equilíbrio, o controle motor e, em última instância, na prevenção de quedas.
São inúmeras as pesquisas mostrando repetidamente a segurança e a eficácia do treinamento de resistência, ou força, na reversão da sarcopenia e da fragilidade em idosos. Contudo, é indispensável ressaltar, a importância do acompanhamento de um profissional de educação física, responsável pela prescrição dos exercícios específicos aplicados à pessoa idosa, por possuir restrições quanto a algumas variáveis durante a prática. Exercícios de intensidade leve a moderada como caminhar, jardinar, musculação ou andar de bicicleta, são bem-vindos e benéficos.
Músculos, se você não usar, vai perdê-los!
Sandro Ramos
Crefito 25365 F
@drsandroramos