
Por Marcos Lima
Não se pode negar que, no último sábado (26), com o Estádio Eládio de Barros Carvalho praticamente lotado, com mais de 18 mil entusiasmados e confiantes alvirrubros, após o apito final e o resultado de 2 X 2, contra o São Bernardo, decretando a eliminação do clube na Série C 2023 e também o sonho de ascender à Série B, um sentimento de tristeza se assomou da grande nação de adeptos do Clube Náutico Capibaribe.
Afinal de contas, um gol a mais - que, até aconteceu, já nos acréscimos da partida, anotado por Ribamar – mas que foi invalidado por ter sido marcado em impedimento - teria levado o tradicional e secular grêmio dos Aflitos à disputa da 2ª etapa da competição, entre os 8 melhores classificados, com chances de ficar entre os quatro melhores e disputar a Série B no próximo ano.
Doeu. Foi triste. Foi decepcionante.
No entanto, a torcida não pode se revoltar contra os atuais dirigentes, sobretudo contra o presidente Diógenes Braga.
Embora o futebol seja o carro-chefe do clube, tem que se atentar para outros aspectos da gestão de Diógenes.
Por exemplo: após ser uma constante no clube, durante vários anos, atrasos de folhas de pagamentos não foram notados na gestão atual.
Apenas a título de amostragem ressalto 2 fatos importantes na gestão de Diógenes, além do saneamento de várias dívidas do clube:
· Implementação do sistema SAF no clube, iniciado com o processo de valuation (termo de origem inglesa que significa avaliação de empresas), para saber o real valor do patrimônio do clube, o que deu a todos a certeza de que o Náutico terá condições de adesão a esse modelo.
· Em março, numa Assembleia Geral, o Náutico teve aprovada, por 318 votos favoráveis diante de 25 contra, a negociação para o arrendamento de três hectares do Centro de Treinamento Wilson Campos para o Grupo Mateus, gerando um valor mensal de aluguel ao alvirrubro de R$ 130 mil a partir de 2024, que já havia sido aprovado anteriormente por unanimidade pelo Conselho Deliberativo.
Observe-se que, após o período de locação, a estrutura construída pertencerá ao Náutico. O prazo inicial de parceria é de 20 anos, com possibilidade de renovação por mais 20.
Além disso, muitas outras ações importantes realizadas por Diógenes durante estes quase 20 meses de gestão como presidente, foram de suma importância para o clube.
Agora, pois, é o momento de se dar continuidade a todos estes atos administrativos e financeiros e, concomitantemente, começar a se pensar na montagem do time, na contratação do técnico, renovações e dispensas de jogadores, enfim, ações voltadas para o futebol, para que em 2024 as coisas possam acontecer diferentemente do que aconteceram neste ano.
Então, a questão não é de se obrigar Diógenes a renunciar, para antecipação das eleições.
O próprio Diógenes, demonstrando sua grandeza, deverá convocar uma assembleia geral, conclamando a participação dos grandes nomes que compõem o Conselho Deliberativo do clube, toda a diretoria, ex-presidentes, nomes de relevância como João Carlos Paes Mendonça, Américo Pereira, André Campos, Jorge Petribu, o próprio Ricardo Malta, Antonio Amante, Paulo Monteiro, Marconi Mendonça, Alexandre Carneiro, Gustavo Ventura e tantos outros desse mesmo nível, e propor a escolha de um nome de consenso para que o escolhido possa, de imediato, começar a trabalhar com vistas a 2024, a fim de tratar de traçar projetos sobretudo para o futebol, de promover dispensas, consultas e contratações de jogadores e, o mais importante, que é escolher e contratar o treinador ideal para este ano de muita luta
Após discutir com vários atores emblemáticos do Clube Náutico Capibaribe, e tendo tomado conhecimento que um dos nomes mais fortes para essa tarefa é o de Ricardo Malta, entramos em contato com vários amigos do clube e da imprensa e, infelizmente, nos foi repassado que Malta, no momento – e sempre – vai estar à disposição do seu clube do coração mas sem ocupar nem concorrer a nenhum cargo.
Está pronto para continuar ajudando o Náutico, colaborar no que for preciso com quem vier a assumir o controle administrativo do clube, mas o que quer agora é exclusivamente dedicar-se ainda mais à sua família.
Passei a pesquisar um nome que realmente fosse significativo, quando surgiu, em conversa com grupos de alvirrubros e alguns colegas da imprensa, o nome de Bira Tavares.
Bira, em 2015, foi indicado por vários nomes importantes do clube para ser o candidato para a sucessão de Gláuber Vasconcelos, mas, na oportunidade ele declinou dessa honra em virtude de, como diretor-geral da Universo, não ter condições de dedicar-se ao clube.
Em 2014 (até 2015), inclusive, ele assumiu a vice-presidência de esportes olímpicos e amadores do clube e, sem nenhum custo para a instituição, desenvolveu uma gestão vencedora, com mais de 40 modalidades olímpicas amadoras, com a participação de quase 1000 crianças e jovens, e a conquista de vários títulos. O Náutico era, naquela época, a agremiação nacional com a maior quantidade de modalidades amadorísticas em suas hostes.
Sem consultá-lo - até porque sou seu amigo e aos amigos é dada uma certa liberdade -, busquei a opinião de grandes alvirrubros e todos foram unânimes em afirmar que se trata de um grande nome, que o apoiarão caso ele venha a ser candidato, mas não gostariam de ter seus nomes citados no presente momento, a fim de não tumultuar o ambiente.
Todos, com exceção de Antônio Amante, ex-presidente (1988/1991), do qual tive a honra de ser um dos diretores sociais (Joaquim Barretto, que acumulava os cargos de diretor jurídico e diretor social montou uma equipe formada por 3 nomes, para dirigir o Departamento Social, e eu fui um desses nomes).
Amante, que se recupera de uma trombose sofrida recentemente, afirmou alto e bom som que apoia, e que está pronto para votar em Bira, caso seja ele o candidato, liberando-me para informar essa sua decisão.
Então, após todo esse périplo, contatei o Bira, o qual me enviou o vídeo abaixo. E, após examinar minuciosamente o que ele me declarou, volto agora a afirmar que é este o nome que poderá ser o candidato para conduzir o clube nos 2 próximos anos – quem sabe até mais: é aceito por todos, não existe nenhuma opinião contrária à sua indicação, não tem inimigos, é alvirrubro de nascença, assim como toda a família e, por se tratar de uma opção forte, é totalmente confiável.
Quem sabe, então, se houvesse um consenso por parte de um grupo forte do Náutico, indicando o nome de Bira, não fosse ele a solução para promover as mudanças e realizar o boom de desenvolvimento que o clube precisa?
Afinal, com a expertise que ele tem em administração de instituição (25 anos como diretor-geral da Universo), a capacidade de montar e gerir equipes vencedoras (de 2002 a 2007, após montar um time de futsal da Universo, ele conquistou, nesses 6 anos, 5 campeonatos e um vice-campeonato), conhecedor profundo do futebol, amigo de grandes nomes desse esporte, por todo o Brasil, inclusive de diretores de clubes de futsal e de futebol, isso tudo contribuiria muito para uma gestão vencedora no clube que ele ama.
E isso é o que veremos a partir de agora.
Nota da Redação: Na foto acima, Antônio Amante (de boné, à direita), sendo homenageado, em 2020, em comemoração aos seus oitenta anos, pelo então presidente do Conselho Deliberativo Alexandre Carneiro