ESPORTES ARTIGO
SER OU NÃO SER? Defender seus associados ou se omitir?
Eis a questão com que se defronta o presidente da Federação Pernambucana de Futebol
25/09/2023 21h20
Por: Marcos Lima Fonte: Redação do Portal Difusão Brasil
Dr. Evandro Carvalho - Presidente da FPF-PE (Foto: Arquivo DB Produções)

 

Por Marcos Lima(*)

 

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Mesmo exercendo a profissão de jornalista deste 1978 - quando tive o prazer de trabalhar por 6 anos no Jornal do Brasil, que se situava num majestoso prédio localizado à Avenida Brasil, 500, em que da minha sala eu contemplava, abobalhado, a Ponte Presidente Costa e Silva, popularmente conhecida como Ponte Rio-Niterói -, não consigo entender certas atitudes de meus nobres colegas. 

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Tendo militado em todos os tipos de veículos de comunicação: jornal, tv, rádio – e, hoje, trabalhando como redator de revista e editor de um portal, sempre tive o vício de me inteirar de tudo que se passa em todos eles.

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E, como numa época não muito distante, foi unanimidade em todos os veículos a ‘gritaria’ por medidas paa se conter a violência nos estádios de futebol e também nas ruas da cidade, em dias de jogos, há cinco anos atrás, quando o saudoso Ricardo Costa ainda era deputado estadual, nós o procuramos pedindo a sua interferência para se criar leis rígidas para acabar com a violência no futebol.

Na oportunidade, ele pediu que eu tocasse a ideia e juntasse um grupo forte para debatermos o assunto, colocando seu gabinete à nossa disposição.

Imediatamente fiz uma correspondência,conclamando algumas personalidades ligadas ao segmento, nossos colegas do jornalismo esportivo – mais de 30 convites, foram enviados –, inclusive para personalidades de fora do nosso Esado, como o então já senador Romário, que confirmou que viria ao encontro para participar do debate.

Pois bem: menos de 20% responderam ao nosso chamado e o meu projeto de iniciarmos um movimento arrojado em prol da fim dessas attudes covardes e imbecis se evaporou, se perdeu na poeira das ruas.

Há algum tempo atrás, foi feito um arranjo e acabaram com as torcidas. Acabaram as torcidas organizadas mas os torcedores estavam todos no primeiro jogo do Sport x Santa Cruz, após aquele ato, e aconteceu o mesmo de sempre: terror. Que continua acontecendo até hoje. E vidas são ceifadas, e o medo se espalha pelas ruas, e as famílias não vão mais ao estádio juntas, como na época em que eu comecei a frequentar os campso de futebol e assistia, embevecido, torcedores de vários times, além dos que estavam disputando o jogo, juntos, fazendo apostas sobre de quem seria o 1º gol, quem entraria em campo primeiro, ou então zoando com os “adversários”.

Ou seja, na hora do pega pra capar, ninguém quis se unir e debater o tema e buscar soluções. Talvez pelo fato do famoso “ego”. Como não é ideia minha, eu não vou, devem ter pensado. 

Quem, então, irá levantar essa bandeira, e salvar o futebol de Pernambuco e de todo o Brasil?

Na época, o então deputado federal Silvio Costa informou que este assunto foi, há alguns dias atrás, discutido no Congresso Nacional. Um projeto de lei do deputado federal Felipe Carreras, que foi secretário de Turismo e Esportes, muito ligado a essa questão. Nunca mais se falou nada disso. EU, pelo menos, não vi. Se alguém viu, me dê notícias. 

Pois bem, todo esse “prefácio” é para expor minha estupefação diante do que tenho visto ultimamente num grande número de programas esportivos em que se malha o presidente da FPF, Dr. Evandro Carvalho, por tudo: se ele não faz nada, reclamam, chamam o homem de inoperante. Se ele quer fazer, o tolhem com acusações como, por exemplo, como a mais atual, de que ele quer promover uma virada de mesa.

E justamente quando o que ele queria era apenas iniciar uma luta, junto à CBF, para aumentar o número de equipes participantes da Série D, a fim de fazer com que o nosso Santa Cruz, e muitos outros times do mesmo nível, de outros Estados, não ficasse fora de série no próximo ano e até quando ninguém sabe.

Não tenho procuração de Dr. Evandro, para defendê-lo, não sou patrocinado pela FPF, mas sempre vi o presidente da FPF-PE, no intuito de ajudar os clubes pernambucanos, brigando, indo pra cima da CBF quando se trata de defender os clubes da nossa terrinha, intercedendo em momentos difíceis das agremiações - inclusive com ajuda financeira como o faz no momento, com o Santa Cruz - e sempre lutando pelas nossas equipes de futebol, independentemente da bandeira. 

E vejo como, nos últimos meses, tem focado na solução do problema maior do futebol pernambucano, nesta temporada, que é justamente o Santa Cruz que, para piorar a situação, seus diretores e alguns ditos amantes do clube, em vez de se preocuparem em resolver o problema da situação atual da equipe, ficam brigando neste fatídico ano para antecipar eleições, promover impeachment de presidente, sem se fixar no problema maior, que é a crise pela qual a equipe está passando.

Mesmo numa crise dessa, Dr. Evandro foi atrás de patrocinador para o Santa Cruz, já ajudou no pagamento de algumas folhas, e foi à CBF lutar para aumentar o número de participantes da Série D, o que ajudaria o Santa Cruz e muitos outros clubes do País, porém teve que dar marcha a ré, por conta do “bafafá” que alguns colegas fizeram, com a acusação de que o homem está querendo promover uma virada de mesa.

Deem-me mais um minuto de suas atenções. Antes, lembro àqueles que esqeuceram, que Dr. Evandro é presidente da FPF desde agosto de 2011, em virtude ddo falecimento do então presidente Carlos Alberto Oliveira quando ele, como vice, assumiu a presidência. 2011, não esqueçam.

Viradas de mesa 

O histórico do Campeonato Brasileiro possui uma coleção de "viradas de mesa".

Fluminense, Corinthians, Grêmio e quase todos grandes os times brasileiros já estiveram envolvidos

O Brasileirão de 1986 teve muitas mudanças em seu regulamento e entrou para a história por ter protagonizado o primeiro grande “tapetão”.

Segundo o regulamento, os seis melhores times de cada um dos grupos compostos por 11 equipes se classificavam. Entretanto, Vasco da Gama e Botafogo fizeram campanhas ruins e não atingiram o corte estipulado.

CBF e Vasco (segundo o livro “Os Arquivos dos Campeonatos Brasileiros”, escrito por José Renato Sátiro Santiago Jr) fizeram manobras, como a retirada de pontos do Joinville e até uma tentativa de eliminar a Portuguesa, mas no final das contas a entidade alterou o regulamento e outras oito equipes avançaram para a segunda fase.

Vamos, para resumir, falar só de equipes pernambucanas?

1.        Central PE: O rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

2.        Náutico: Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato

Brasileiro de 1986 (esse que já citei aí em cima), o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.

Também foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange

em 2000.

3.        Santa Cruz: Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.

Novamente em 1993, conseguiu o acesso para a Primeira Divisão graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. 

Bem, paremos por aqui.

E agora me vêm com essa história de “virada de mesa”, porque o presidente da FPF-PE quer o melhor para um time do nosso Estado?

Eu chamo de que, isto??? 

Pa refrescar, vamos ouvir uma mensagem que recebi do Dr. Evandro, quando lhe pedi para falar do momento do futebol pernambucano e todas essas ingrisias dos últimos dias.

(*) Marcos Lima é editor-chefe do Portal Difusão Brasil e redator da Revista Total