Bom dia, pai!
Em um misto de Casimiro de Abreu, com saudades da aurora da vida, da infância querida e que os tempos não trazem mais, e; pinceladas de Roberto Ribeiro, coroando os meninos-reis que cresceram há muito e olham para trás enxergando seus sonhos de ilusão, de rumos sem nó e amores de menino que sonha demais; vou seguindo a viver os sonhos que ainda nos permitimos sonhar em fase adulta (ainda que um jovem adulto).
De pouco em pouco, de passo em passo, cada um em sua vez, sobrevivo. Quero mais que sobreviver, quero viver e sonhar, tornar ilusões em realidade, tal qual quando um menino-rei sonhei. Mas ainda não é possível, não nos é permitido dentro desse sistema. Crente que essa condição não é de responsabilidade ou culpa individual minha, continuo seguindo e cumprindo com os afazeres da sobrevivência, sem que deixe essa situação me suprimir as, ainda possíveis, alegrias das brechas da sobrevivência.
Por fim, nos agarremos com grande vigor nos ensinamentos de Milton. Sejamos audaciosos, por que não? Porque se chamavam homens, também se chamavam sonhos e sonhos não envelhecem. Adultos que somos, é dever nosso sermos, sempre e constantemente, meninos-rei e viver nossas auroras da vida!
Brasília, 08/02/24
(*) Gabriel Franke Viegas segue os caminhos do pai, Inorbel Viegas, e também percorre os caminhos da Cultura.