CONTOS, CRÔNICAS & POESIAS RESPOSTA
Gabriel, o bardo: resposta ao pai
Por: Gabriel Viegas
26/02/2024 21h14 Atualizada há 3 anos
Por: Marcos Lima Fonte: Dos arquivos do Autor

 

Bom dia, pai!

 

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Em um misto de Casimiro de Abreu, com saudades da aurora da vida, da infância querida e que os tempos não trazem mais, e; pinceladas de Roberto Ribeiro, coroando os meninos-reis que cresceram há muito e olham para trás enxergando seus sonhos de ilusão, de rumos sem nó e amores de menino que sonha demais; vou seguindo a viver os sonhos que ainda nos permitimos sonhar em fase adulta (ainda que um jovem adulto).

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De pouco em pouco, de passo em passo, cada um em sua vez, sobrevivo. Quero mais que sobreviver, quero viver e sonhar, tornar ilusões em realidade, tal qual quando um menino-rei sonhei. Mas ainda não é possível, não nos é permitido dentro desse sistema. Crente que essa condição não é de responsabilidade ou culpa individual minha, continuo seguindo e cumprindo com os afazeres da sobrevivência, sem que deixe essa situação me suprimir as, ainda possíveis, alegrias das brechas da sobrevivência.

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Por fim, nos agarremos com grande vigor nos ensinamentos de Milton. Sejamos audaciosos, por que não? Porque se chamavam homens, também se chamavam sonhos e sonhos não envelhecem. Adultos que somos, é dever nosso sermos, sempre e constantemente, meninos-rei e viver nossas auroras da vida!

Brasília, 08/02/24

(*) Gabriel Franke Viegas segue os caminhos do pai, Inorbel Viegas, e também percorre os caminhos da Cultura.