GERAL Assuntos Fundiários
Determinação da Justiça de demolir condomínio no Lago Sul é alvo de críticas em plenário
A determinação da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) de dem...
12/02/2025 23h56
Por: Marcos Lima Fonte: Agência CLDF

A determinação da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) de demolir as edificações das quadras 4 a 11 do condomínio Mini Chácaras do Lago Sul mobilizou deputados na sessão desta quarta-feira (12).

O primeiro a se manifestar sobre o assunto em plenário foi o deputado Rogério Morro da Cruz (PRD). “É um núcleo urbano consolidado há mais de 30 anos, abrigando mais de 400 residências e 23 estabelecimentos comerciais”, ressaltou. O parlamentar afirmou que o pedido de regularização do condomínio foi incluído no projeto do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) e pediu “união de forças” dos parlamentares em torno do tema.

O deputado Ricardo Vale (PT) também se solidarizou aos moradores do Mini Chácaras, “que amanheceram com a notícia de que o condomínio e as casas deles serão demolidos”. “É preciso parar com esse terrorismo do Judiciário em cima dos condomínios”, defendeu. E completou: “Eles deveriam estar dialogando com o GDF e a Terracap para ver como resolver esse problema e regularizar”. 

Continua após a publicidade

“São pais, mães e famílias, pessoas de bem e honestas que vivem nesses lugares”, disse o deputado Wellington Luiz (MDB). Para o parlamentar, a determinação da Vara de Meio Ambiente é “lamentável”, por causar tanto “pânico” para os moradores. “Essas pessoas, às vezes, estão nessa situação até por lentidão do Estado”, avaliou.

Continua após a publicidade

Na opinião do deputado Chico Vigilante (PT), “não tem como tirar” os condomínios já consolidados, como o Mini Chácaras, e a solução passa pelos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O distrital defendeu, contudo, o combate às ocupações desordenadas.

Continua após a publicidade

Denise Caputo - Agência CLDF