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A doença de 40 mil brasileiros: diagnóstico precoce e avanços no tratamento abrem esperança contra esclerose múltipla

Embora as causas ainda sejam desconhecidas, a esclerose múltipla tem sido foco de muitos estudos no mundo todo

27/08/2025 20h48Atualizado há 5 meses
Por: Marcos Lima
Fonte: Redação
Tempo médio até o diagnóstico da esclerose múltipla pode variar, mas em muitos casos pode levar anos, devido à natureza variada e inespecífica dos sintomas iniciais - FREEPIK/BANCO DE IMAGENS
Tempo médio até o diagnóstico da esclerose múltipla pode variar, mas em muitos casos pode levar anos, devido à natureza variada e inespecífica dos sintomas iniciais - FREEPIK/BANCO DE IMAGENS

Doença neurológica crônica e autoimune do Sistema Nervoso Central, sem cura, mas com tratamentos que melhoram significativamente a qualidade de vida. Estamos falando da esclerose múltipla, que afeta especialmente mulheres jovens entre 20 e 40 anos. Elas representam 85% dos casos.

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"Embora as causas ainda sejam desconhecidas, a esclerose múltipla tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que tem possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes", explica a médica neurologista Lis Campos Ferreira, secretária do Departamento Científico de Neuroimunologia (DCNI) da Academia Brasileira de Neurologia (ABN). 

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Neste mês marcado pelo Agosto Laranja, neurologistas se mobilizam na realização de atividades para aumentar a conscientização sobre o impacto da doença, a importância da inclusão e do apoio aos pacientes. O Dia Nacional da Esclerose Múltipla é lembrado no próximo sábado (30/8). 

Segundo o Departamento Científico de Neuroimunologia da ABN, cerca de 40 mil pessoas vivem com esclerose múltipla no Brasil. 

No Recife, ações têm sido realizadas neste mês para informar a população, pacientes e famílias sobre os desafios, avanços no tratamento e a importância do diagnóstico precoce dessa condição neurológica. Entre eles, a Corrida e Caminhada "EM Movimento", realizada no dia 16 de agosto pela equipe de neurologia do Hospital da Restauração (HR), localizado no Derby, área central da cidade.

Além disso, no último sábado (23), um simpósio multiprofissional reuniu especialistas para debater avanços no tratamento e estratégias de assistência aos pacientes. 

HR é referência no acompanhamento de pacientes do SUS

O Hospital da Restauração (HR) se consolidou como referência estadual no acompanhamento especializado, fruto do trabalho pioneiro da neurologista Lúcia Brito, que estruturou um modelo de atendimento multiprofissional voltado a pacientes com a doença. 

Neurologista Marcílio Oliveira Filho, chefe do Serviço de Neurologia do Hospital da Restauração - JC PLAY

"O nosso serviço foi um dos primeiros no Brasil a oferecer um tratamento estruturado para a esclerose múltipla. O pioneirismo de Lúcia Brito foi fundamental para que hoje possamos oferecer um atendimento completo e de qualidade. Nos últimos anos, o Hospital da Restauração equipou seu parque tecnológico e o pós-reforma trará melhores condições para cuidar dos nossos pacientes", destaca o neurologista Marcílio Oliveira Filho, do Real Hospital Português e chefe do Serviço de Neurologia do Hospital da Restauração.

"Estamos em constante aprimoramento, desenvolvendo nosso trabalho para melhorar cada vez mais o serviço e a assistência aos nossos pacientes."

A instituição conta com neurologistas especializados e equipe multiprofissional para garantir suporte desde o diagnóstico até o manejo contínuo da doença. "Esse modelo reforça a importância de unir conscientização, ciência e políticas de saúde para ampliar o acesso e melhorar a qualidade de vida das pessoas com esclerose múltipla."

Atividade física: aliada na qualidade de vida dos pacientes com esclerose múltipla 

Cada vez mais, estudos clínicos apontam que a atividade física regular desempenha papel essencial no cuidado com a esclerose múltipla. Exercícios aeróbicos, de resistência e alongamento têm mostrado benefícios na redução da fadiga, melhora do equilíbrio, força muscular e mobilidade, além de impactos positivos na saúde mental, como diminuição da ansiedade e da depressão.

A prática de exercícios, quando adaptada a condições e limitações de cada paciente, também favorece a neuroplasticidade (capacidade do cérebro de se modificar e se adaptar ao longo da vida) e pode contribuir para a manutenção da função cognitiva.

Por isso, a recomendação atual das sociedades médicas é de que pessoas com esclerose múltipla, dentro de suas possibilidades, sigam um programa regular de atividade física supervisionada.

"O exercício físico é um recurso terapêutico complementar que melhora sintomas e promove qualidade de vida. É fundamental que seja incorporado ao plano de cuidado do paciente, sem deixar de respeitar as orientações médicas e fisioterapêuticas", reforça a neurologista Vanessa Fragoso, do Hospital da Restauração e Real Hospital Português. 

Manifestações comuns da esclerose múltipla 

Fadiga intensa: Cansaço momentaneamente incapacitante
Transtornos visuais: Visão embaçada, visão dupla
Problemas de equilíbrio e coordenação: Perda de equilíbrio, tremores, vertigem
Fraqueza muscular e dificuldade para caminhar
Dormência em braços ou pernas
Espasticidade: Rigidez muscular
Transtornos cognitivos e emocionais: Esquecimentos e alterações de humor
Dificuldade no controle da urina.

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