EDUCAÇÃO Educação
Volta às aulas reforça a importância da saúde socioemocional
A retomada à rotina escolar exige atenção à saúde socioemocional de crianças e jovens. O excesso de telas nas férias pode dificultar a readaptação ...
27/01/2026 14h39
Por: Marcos Lima Fonte: Agência Dino

O retorno às aulas costuma representar um momento de readaptação importante para crianças e adolescentes. Durante o recesso escolar, é comum que a rotina se torne menos estruturada, com aumento do tempo de exposição às telas e redução das interações sociais presenciais, o que pode tornar a volta ao ambiente escolar mais sensível do ponto de vista emocional.

O contraste entre a liberdade das férias, muitas vezes marcada por longas horas em dispositivos digitais, e a retomada das atividades escolares pode gerar estranhamento, insegurança e ansiedade, especialmente em crianças e jovens que encontram dificuldades para retomar vínculos sociais, lidar com expectativas acadêmicas e reorganizar hábitos.

"A ansiedade, nesse momento, está frequentemente associada ao receio com o desempenho escolar, às relações interpessoais e à dificuldade de lidar com expectativas quanto ao novo contexto que vão vivenciar, o que torna o retorno à rotina escolar um processo mais delicado", explica Katia Chedid, líder do Departamento de Governança Educacional da Fundação Bradesco.

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De acordo com pesquisas feita pela British Standards Institution, órgão nacional de normas do Reino Unido, 47% dos jovens de 16 a 21 anos afirmam que um toque de recolher nas redes sociais melhoraria suas vidas. Segundo Katia, saúde mental e aprendizagem são dimensões indissociáveis. "A saúde socioemocional é um pilar fundamental para a aprendizagem. Alunos emocionalmente acolhidos conseguem lidar melhor com desafios, desenvolver autoconfiança, ter autonomia, além de manter maior concentração em sala de aula e o engajamento escolar", destaca Katia.

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O Relatório Saúde Mental em Dados, do Ministério da Saúde, destaca que na última década, os atendimentos em saúde mental aumentaram quase 2.500% chegando a 3.300% entre jovens de 15 a 19 anos.

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O fortalecimento do convívio coletivo e o apoio da família são fundamentais no processo de readaptação após as férias. Pensando nisso, a cada ciclo de volta às aulas, a Fundação Bradesco realiza, durante cerca de um mês, atividades que contribuem para atenuar o impacto do retorno à escola na rotina dos alunos.

Katia explica que o acolhimento na escola é necessário para que os alunos se readaptem ao ambiente e rotina escola. "Nas escolas da Fundação Bradesco, a volta às aulas inclui um mês de acolhimento, com atividades, livros e estratégias que promovem pertencimento e retomam as interações reais, em parceria com as famílias dos alunos", ressalta.