EDUCAÇÃO Educação
Reintegração de policiais e violência contra a mulher são temas de sessão ordinária
A reintegração de policiais militares afastados de uma escola cívico-militar e o engajamento dos homens na luta pelo fim da violência contra a mulh...
04/03/2026 18h42
Por: Marcos Lima Fonte: Agência CLDF

A reintegração de policiais militares afastados de uma escola cívico-militar e o engajamento dos homens na luta pelo fim da violência contra a mulher foram abordados na sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta quarta-feira (4). Além destes assuntos, a bancada de oposição voltou a criticar o projeto de lei que capitaliza o Banco de Brasília, aprovado ontem .

O deputado Thiago Manzoni (PL) defendeu a reintegração dos policiais militares afastados da escola cívico-militar Centro de Ensino 1 do Itapoã na semana passada, após denúncias de práticas de tortura contra alunos. Segundo o distrital, as denúncias são falsas e o episódio relatado “foi apenas uma brincadeira de um policial com alguns alunos”. 

O distrital exibiu um vídeo para confirmar sua versão e informou que participou de uma reunião com pais e alunos da escola, que rechaçaram a denúncia. De acordo com Manzoni, “os pais estavam indignados com a denúncia, que não era verdadeira”. “O soldado envolvido é respeitado e admirado naquela escola”, completou. 

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Violência contra a mulher

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A questão da violência contra a mulher também foi abordada durante a sessão. O deputado Ricardo Vale (PT) defendeu uma maior participação dos homens no enfrentamento deste tipo de violência, destacando que no próximo domingo, 8 de março, será comemorado o Dia Internacional da Mulher. Na opinião do distrital, a única forma de acabar com esta violência é com uma maior participação dos homens no processo de mudança de cultura da sociedade.

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Vale destacou duas leis de sua autoria, aprovadas em 2023, que, segundo ele, nunca foram cumpridas pelo governo. A primeira delas obriga as escolas a debaterem o tema, formando os estudantes com uma nova mentalidade, sem a cultura machista. A outra legislação prevê a punição no bolso para os agressores de mulheres, que teriam que arcar com custos de tratamento médico, psicológico, entre outras despesas. 

Já o deputado Max Maciel (PSOL) tratou do episódio recente de um estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro para ressaltar a importância da mudança na educação dos homens. O parlamentar chamou a atenção das famílias para evitar a difusão de práticas machistas. “Precisamos mudar a forma como educamos nossos homens neste país”.

Agência CLDF