ESPECIAL EVENTO
Sucesso Total! Este é um dos adjetivos que definem a 6ª Edição dos Seminários da Facto
Realizado no Beach Class Convention, em Boa Viagem, as inscrições se esgotaram já na quarta-feira
04/07/2026 11h55 Atualizada há 2 meses
Por: Marcos Lima Fonte: Redação
Arquivo do Portal

ESPECIAL - Por Marcos Lima - Como cita o título, a 6ª edição dos Seminários Facto, realizada nesta sexta-feira, 3, foi composta de debates sobre comunicação estratégica, economia pernambucana, reforma tributária e os desafios dos ambientes político e empresarial, com espaço para perguntas e interação com o público.

Contou com nomes de grande relevância, entre os convidados, como os jornalistas Phelipe Siani, Ana Dubeux, Igor Gadelha e Wilson Lima, além do cientista político Fernando Schuler.

O evento também contou com a participação de um time de pernambucanos de primeira, também desses segmentos,  entre os quais os presidentes da Copergás,  Guilherme Cavalcanti, da Fiepe, Bruno Veloso, da Empetur, Eduardo Loyo, o secretário da Fazenda se Jaboatão dos Guararapes,  além do deputado federal Luciano Bivar.

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Jornalista Phelipe Siani - Foto: Arquivo do Portal

Phelipe Siani

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Entre os mais aplaudidos durante o evento, o jornalista e especialista em comunicação digital Phelipe Siani, um dos destaques da programação do Facto Seminários 2026, durante a palestra incitou empresários, jornalistas e profissionais de marketing a repensarem a forma como produzem conteúdo para as redes sociais.

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Em um dos momentos mais marcantes de sua palestra, Siani exibiu vídeos publicitários e questionou a plateia sobre a eficácia das campanhas. Ao ouvir que determinado conteúdo “gerava engajamento”, respondeu com uma provocação que arrancou risos do público.

“Like paga imposto? Like paga conta?”, perguntou.

Segundo Siani, um dos principais erros das empresas é medir o sucesso da comunicação apenas pelo número de curtidas e visualizações, sem avaliar se o conteúdo realmente contribui para os objetivos do negócio.

“Toda empresa existe para ganhar dinheiro. Se o objetivo fosse apenas obter engajamento, alguns vídeos funcionariam. Mas Comunicação precisa ter intencionalidade”, afirmou.

Ao analisar diferentes exemplos de campanhas, o jornalista destacou que uma mensagem eficiente depende, antes de tudo, da definição clara do público-alvo. Como exemplo, exibiu o vídeo de uma corretora de imóveis e mostrou que um mesmo conteúdo pode funcionar para determinado segmento de consumidores e falhar completamente para outro.

Siani também fez um paralelo com o jornalismo, defendendo que comunicar não significa apenas transmitir uma mensagem, mas garantir que ela seja compreendida.

“O que a gente, como jornalista, quer com a nossa comunicação? Que as pessoas sejam informadas. E ser informado passa por compreender”, destacou.

Deputado Federal Luciano Bivar

Luciano Bivar

Entre os convidados especiais, o empresário e deputado federal Luciano Bivar (MDB) voltou a defender uma de suas bandeias, o imposto único sobre movimentações financeiras como alternativa para simplificar a arrecadação de tributos no Brasil.

Ele apresentou sua proposta de reforma tributária baseada no chamado Imposto Único Federal (IUF), que substituiria diversos tributos por uma cobrança automática sobre débitos e créditos realizados no sistema bancário.

Segundo o parlamentar, o atual modelo tributário consome recursos excessivos apenas para manter a estrutura de arrecadação e citou um estudo elaborado quando esteve na Fundação Getulio Vargas (FGV), afirmando que o custo da máquina arrecadatória equivale a cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

“O estudo que nós fizemos mostrou que a máquina arrecadadora gasta o equivalente a 3% do nosso PIB. Com um PIB estimado em R$ 12 trilhões, isso representa R$ 360 bilhões. Só aí já existe uma enorme economia”, afirmou.

De acordo com Bivar, a cobrança do imposto ocorreria automaticamente pela rede bancária, eliminando boa parte da burocracia existente hoje. Ele também defendeu o aproveitamento dos servidores atualmente vinculados ao sistema de fiscalização tributária em outras áreas da administração pública.

“Esse pessoal que está no fisco pode ser remanejado. É uma inteligência que o Brasil já possui. Não há por que a gente estar preocupado com desemprego”, disse.