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Indústria alagoana apoia conservação da fauna marinha

Parceria entre a Copra e o Instituto Biota, mantida desde 2015, contribui para ações de pesquisa, resgate, monitoramento e educação ambiental em Alagoas

Marcos Lima
Por: Marcos Lima Fonte: Agência Dino
05/10/2026 às 17h01
Indústria alagoana apoia conservação da fauna marinha
Filhote de tartaruga resgatado pelo instituto

A conservação da fauna marinha exige um trabalho contínuo de monitoramento, pesquisa e atuação em campo. Desde 2009, o Instituto Biota de Conservação vem realizando esse trabalho em Alagoas, com iniciativas voltadas à proteção da fauna marinha e ao acompanhamento dos ecossistemas costeiros. Entre as frentes de atuação da organização não governamental (ONG) estão o monitoramento sistemático das praias e o acompanhamento de espécies como tartarugas marinhas, aves e mamíferos aquáticos.

Um dos pilares da organização é o Projeto BiotaMar, iniciado em 2016 com foco na Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, a maior unidade de conservação marinha do Brasil. A iniciativa registra encalhes, acompanha o período reprodutivo das tartarugas marinhas e promove ações de ciência cidadã por meio da "Campanha Encalhou?!". Com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Fundação SOS Pró-Mata Atlântica, o BiotaMar já contabiliza quase 9 mil ocorrências de animais marinhos atendidas e mais de 1.200 pessoas diretamente sensibilizadas nas comunidades litorâneas.

Outra frente estratégica é a preservação dos estuários. Por meio do Projeto Mangue Vivo, a ONG realiza sobrevoos mensais com drones para fiscalizar 14 áreas de manguezal entre a praia de Jacarecica, em Maceió, e o município de Barra de Santo Antônio, ao norte da capital alagoana. São mais de 300 hectares monitorados rigorosamente. Os dados geoespaciais geram relatórios públicos que subsidiam a ação de órgãos ambientais e auxiliam a fiscalização contra o desmatamento e a poluição desses berçários ecológicos.

A atuação do Instituto Biota também se estende à produção de conhecimento científico, a partir da coleta contínua de dados em campo e sua sistematização em relatórios e artigos sobre temas como a poluição por microplásticos, a genética de tartarugas e a conservação de habitats. Esse trabalho contribui para ações de conservação e políticas públicas, como a participação do Instituto em audiências do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), como a do projeto Sergipe Águas Profundas.

É nesse contexto de atuação contínua que se insere a parceria entre o Instituto Biota e a Copra, indústria alagoana especializada no beneficiamento do coco seco. Mantida desde 2015, a parceria contempla o apoio a ações de pesquisa, resgate, atendimento emergencial de animais marinhos e educação ambiental, além de ter resultado na concessão do Selo Biota à empresa.

"Escolhemos apoiar o Instituto Biota porque acreditamos que a responsabilidade de uma empresa com o território onde está inserida vai além daquilo que acontece dentro de suas instalações. O trabalho realizado pelo Instituto transforma conhecimento e atuação em campo em ações concretas de conservação, e entendemos que contribuir para essa iniciativa é também uma forma de cuidar do patrimônio ambiental de Alagoas", afirma Hélcio Oliveira, CEO da Copra.

Com 28 anos de atuação em Alagoas e cerca de 400 colaboradores, a Copra mantém outras iniciativas voltadas à sustentabilidade, à qualidade e à segurança de seus processos. Entre os reconhecimentos está o selo Testado e Aprovado da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (PROTESTE) para o Óleo de Coco Extravirgem Copra, além da certificação Food Safety System Certification 22000 (FSSC 22000), referência internacional em gestão da segurança de alimentos.

A empresa também possui o Selo da Supplier Ethical Data Exchange (SEDEX), tendo conquistado a qualificação da Sedex Members Ethical Trade Audit (SMETA), iniciativas que avaliam aspectos como condições de trabalho, saúde e segurança, meio ambiente e ética na cadeia de fornecimento. Com um portfólio de mais de 100 produtos de origem vegetal, a Copra conta ainda com o selo da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

A parceria com o Instituto Biota integra esse conjunto de iniciativas e aproxima a atuação da indústria a ações de conservação desenvolvidas no território alagoano. Ao longo de mais de uma década, a colaboração acompanha um trabalho que reúne monitoramento, pesquisa, atendimento à fauna e educação ambiental, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre os ecossistemas costeiros e os desafios relacionados à sua preservação.

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