
Por Bruno Balacó – O Povo (Forltaleza-CE)
Considerado um dos maiores atacantes da história do futebol brasileiro, Romário reviveu por uma noite o gostinho de voltar a vestir a camisa da seleção brasileira. Grande nome da conquista do Tetra, o Baixinho foi a grande atração do jogo de masters entre Brasil e Itália que reviveu a final da Copa do Mundo de 1994, disputado na noite desta quinta-feira, 9, no estádio Presidente Vargas (PV). Romário voltou a jogar pela Seleção após 15 anos (ele não vestia a camisa amarelinha desde 2005, no jogo de despedida pela Canarinho). Na ocasião, o Brasil venceu Guatemala por 3 a 0, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, com direito a um dos gols marcados pelo Baixinho, aos 16 minutos do 1º tempo. O duelo ocorreu no dia 27 de abril de 2005.
No jogo em Fortaleza, o Baixinho formou dupla de ataque titular com Bebeto. Ao lado deles, em campo, outros nomes que marcaram a conquista do Tetra, como o goleiro Taffarel, os laterais Cafu e Jorginho, os zagueiros Márcio Santos e Aldair, os meio-campistas Zinho e Márcio Santos. No lado italiano, que não teve o astro de 1994 Roberto Baggio, o destaque ficou por conta do ex-zagueiro Franco Baresi, ex-capitão da Itália.
A partida terminou com vitória da Itália por 1 a 0. Romário chegou a balançar as redes, mas a arbitragem anulou o gol.
Oficialmente, Romário fez 70 jogos pela Seleção e marcou 55 gols. O Baxinho, hoje com 53 anos, disputou duas Copas do Mundo: 1990 e 1994. Na campanha do Tetra, além de campeão, foi o artilheiro da Seleção, com cinco gols.
Nos anos seguintes após sua aposentadoria, Romário se afastou da Seleção e da CBF, após desentendimentos com os presidentes da entidade que comanda o futebol brasileiro. O tom crítico à Confederação subiu ainda mais nos últimos anos, depois que o ex-jogador ingressou na vida política, primeiro como deputado e como senador da república, cargo que exerce atualmente. Convencido por companheiros do Tetra, Romário aceitou o convite para jogar em Fortaleza e selou, pelo menos por uma noite, a paz com a CBF.
O estádio Presidente Vargas lotou completamente, com festa nas arquibancadas, ídolos em campo, nostalgia e reedição de um jogo histórico. Esses foram os ingredientes que marcaram o reencontro dos personagens da final da Copa do Mundo de 1994 no duelo de masters entre Brasil e Itália. Diferente de 26 anos atrás, o resultado teve um sabor amargo para os brasileiros, que perderam por 1 a 0, em jogo disputado na noite desta quinta-feira, 9, em Fortaleza.
Por ironia do destino, o gol que selou a vitória dos italianos foi marcado por Massaro, que, na final do Mundial de 1994, viveu o drama de ver sua cobrança de pênalti defendida por Taffarel, decisiva para a vitória brasileira nas penalidades, pelo placar de 3 a 2. Oportunista, Massaro apareceu na área, aos 44 minutos do 2º tempo, para completar para as redes e “fazer as pazes” com o passado. O ex-jogador celebrou bastante o tento marcado e, ao fim do jogo, era um dos mais empolgados no lado da Azurra.
Apesar do placar negativo de 1 a 0, a seleção fez a torcida vibrar, com duas bolas nas redes. Os gols, no entanto, foram anulados. O primeiro marcado por Romário, aos 44 minutos, ao receber livre na área e bater cruzado. O Baixinho e a torcida vibraram bastante, mas a arbitragem assinalou impedimento. Na reta final do 2º tempo, o Brasil voltou a balançar as redes com Viola, escorando na entrada da pequena área. A arbitragem novamente viu irregularidade da jogada.
Os dois gols anulados não diminuíram a festa da torcida, que aplaudiu os jogadores na saída de campos e tietou os jogadores. Cafu e Taffarel, além de Romário, foram os mais assediados.
O jogo em Fortaleza marcou a retomada da Seleção Lendas do Brasil – montada pela CBF - que deverá se reunir em outras oportunidades ao longo do ano, em outras cidades brasileiras.
Ficha Técnica
Brasil 0x1 Itália
Data: 09/01/2020
Local: estádio Presidente Vargas, em Fortaleza
Árbitra: Edna Alves Batista
Auxiliares: Neusa Inês Back e Leila Naiara Moreira
Cartões amarelos: Panucci (I)
Renda: R$ 226.261
Público total: 18.726
Gols: Massaro, aos 44 do 2º tempo
Brasil (4-4-2): Taffarel (Gilmar); Jorginho, Aldair, Marcio Santos (Palinha) e Cafu; Mauro Silva (Ronaldão), Mazinho (Mauro Galvão), Zinho (Viola) e Paulo Sérgio (Careca); Bebeto e Romário. Técnico: Carlos Alberto Parreira
Itália (4-4-2): Rossi (Braglia); Mussi (Benarrivo), Costacurta, Baresi (Apoloni) e Panucci; Eranio, Albertini, Evani (Berti) e Zola; Massaro (Schilacci) e Casiraghi (Albertini). Técnico: Arrigo Sacchi