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Senado aprova videoconferência em juizados especiais

Os juizados especiais cíveis têm competência para conciliação, processo e julgamento de causas cíveis de menor complexidade, com valor de até 40 salários mínimos

Por: Fonte: Agência Senado
12/02/2020 às 11h29

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. Mesa: senador Irajá (PSD-TO); senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL); senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG); senador Plínio Valério (PSDB-AM); vice-presidente do Senado, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG); senadora Leila Barros (PSB-DF); secretário-geral da Mesa do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho; senador Paulo Albuquerque (PSD-AP). Participam: senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE); senador Jaques Wagner (PT-BA); senador Tasso Jereissati (PSDB-CE); senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE); senador Otto Alencar (PSD-BA). Foto: Beto Barata/Agência Senado

O Senado aprovou nesta terça-feira (11) projeto que possibilita a conciliação por meio de videoconferência no âmbito dos Juizados Especiais Cíveis. Como já foi aprovado pela Câmara e não sofreu mudanças no Senado, o Projeto de Lei (PL) 1.679/2019 segue para a sanção presidencial.

Os juizados especiais cíveis têm competência para conciliação, processo e julgamento de causas cíveis de menor complexidade, com valor de até 40 salários mínimos. O projeto, do deputado Luiz Flávio Gomes (PSB-SP), estabelece a possibilidade da conciliação a distância nos juizados, com utilização de meios tecnológicos de transmissão de vídeo e som em tempo real.

Ao justificar o projeto, ele afirmou que os avanços tecnológicos e os modernos meios de comunicação podem ser amplamente utilizados para tornar a justiça mais rápida e eficiente, sobretudo nos Juizados Especiais Cíveis, cujo procedimento é orientado pelos princípios da oralidade, simplicidade, informalidade, celeridade e economia processual.

Para o relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o projeto supre lacuna aberta pelo Novo Código de Processo Civil, que admitiu a realização de audiência de conciliação por meio eletrônico, mas deixou de regulamentar o tema no âmbito dos juizados especiais.

O senador destacou ainda que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desde 2015, estabeleceu como uma das diretrizes do Poder Judiciário a necessidade de “impulsionar o uso de meios eletrônicos para a tomada de decisões” para melhorar a prestação jurisdicional.

 

Fonte: Agência Senado

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