

Farinha pouca, meu pirão primeiro!
Leio, diariamente, os jornais de Pernambuco e de outros estados, além de alguns de fora do país, no afã de encontrar algo que me dê esperanças de que nosso país está mudando.
Vejo notícias que me alegram:
· Prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, e sua mulher, a deputada estadual Carla Morando, doaram seus salários para o Fundo Social de Solidariedade do município, para o combate aos efeitos da pandemia do coronavírus.
· ICMS é adiado por três meses. Medida anunciada ontem pelo Estado vale para 103 mil empresas de Pernambuco enquadradas dentro do Simples Nacional.
· Presidente Jair Bolsonaro anuncia a liberação de R$ 5 bilhões para combater o coronavírus.
· Governo antecipa pagamento do 13º do INSS e cancela por 4 meses exigência de prova de vida.
· Ministério da Saúde anuncia a contratação de 5.800 médicos.
· Bolsonaro zera impostos de medicamentos utilizados no tratamento do coronavírus.
Aí, quando começo a atingir o clímax da felicidade, encontro essas:
· Ao aprovar PEC que dá liberdade para gastos do Covid-19, Câmara impõe possibilidade de veto às decisões do Executivo.
· O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, aproveitou uma reclamação da líder do PCdoB, Perpétua Almeida e vetou a possibilidade de apresentação de emendas ao texto de uma nova PEC do “orçamento de Guerra”, liberando o uso de verba dos fundos partidário e eleitoral para o combate ao coronavírus. Essa atitude do presidente impossibilitou que esse trecho fosse votado separadamente, justificando sua decisão com o argumento de que o Regimento Interno da Câmara não permite a apresentação de emendas estranhas ao tema central da proposta.

E então eu paro de ler.
Entristeço-me por completo ao notar que um presidente – o do Brasil -, fala muito, é criticado, principalmente por aqueles que detiveram o poder por 22 anos e meio, vai para o meio do povo, erra, pede desculpas e se esforça, como um touro bravo, para fazer o melhor pelo povo brasileiro, enquanto outros presidentes – da Câmara, do Senado, do STJ e de diversos partidos, clubes, agremiações carnavalescas, times de botão e por aí afora, só reclamam, criticam, sugerem mil soluções, falam mal daquele presidente aí de cima e não vejo um, UM SÓ, mexer no bolso, mandar suspender as mordomias, os penduricalhos de seus salários, as verbas de gabinete, assistência à saúde, auxílios de Natal, Ano Novo, Carnaval, Semana Santa, de paletó, de meia, de cueca, motoristas particulares... uma infinidade de outros e outros e outros benefícios, para direcionar tais verbas para o combate ao coronavírus, para o socorro aos moradores de rua, desvalidos, mendigos, e tantos outros miseráveis que se espalham pelos mais diversos rincões de nosso país, sem comida, sem atendimento médico e hospitalar, sem esperança... sem nada.
Não. Isso, com certeza, iria mexer nos bolsos de suas excelências e iria levá-los a engrossar as fileiras dos miseráveis. Porque eles não podem depender dos seus míseros salários... apenas.
Aliás, nosso deputado federal Raul Henry deu essa sugestão de corte nos salários em todos os Poderes, inclusive dos deputados. Deve estar sendo execrado, na Câmara.

Missões de Vida
Os canais fechados Cinemax e HBO GO lançam, na próxima segunda-feira (06/04), a série documental “Missões de Vida”, que conta histórias de brasileiros e brasileiras que usaram suas profissões para transformar e melhorar as áreas em que atuam.
Um dos episódios conta a história de Maria dos Prazeres, parteira de Jaboatão dos Guararapes. Tive a honra, junto com a jornalista Ana Paula Figueiredo, enquanto contratados da Secretaria de Comunicação jaboatanense, no governo do prefeito Elias Gomes, de colaborar no sentido de tornar possível a localização de Maria e a produção de sua história.
Álcool é ouro (!?!?!?)
A Usina Petribú readequou sua produção de álcool 70%, passando a produzir 25 mil litros/dia, que estão sendo distribuídos pelas redes Carrefour, Ferreira Costa e Pão de Açúcar. Cabe, agora, ao Procon estadual, inspecionar a que preço que esses produtos estão vendidos. Em Piedade, por exemplo, tem casas comerciais vendendo a embalagem de 5 litros por R$ 70,00. E farmácias vendendo o álcool gel, embalagem de 60ml, por quase R$ 7,00.
Pra descontrair

Cartão vermelho pra eles!
Através da coluna Voz do Leitor, do mais que centenário JC, leitora apela à 1ª Cipoma - 1ª Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente e à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) a remoção de timbus do bairro das Graças. Talvez fosse o caso, então, de devolvê-los para o bairro dos Aflitos, seu habitat natural.