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Artigo: Isolamento social e a inevitável quebra da nossa economia - é isto mesmo?

É um ou outro, oito ou oitenta?

05/04/2020 14h01Atualizado há 6 anos
Por: Marcos Lima

Por Elias Gomes (*)

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Estamos em meio a um intenso "fogo cruzado".  De um lado, os que defendem o isolamento social, visando evitar uma rápida propagação da covid-19, que levaria o nosso sistema de saúde a um colapso por falta de infraestrutura de leitos, em especial de UTIs e respiradores, para atender a uma demanda concentrada em um período curto, provocando a morte de milhares de irmãos nossos. Do outro lado, os que consideram que o tal isolamento social levaria a nossa economia a uma brutal recessão, com a falência das empresas e o fechamento de milhões de postos de trabalho, e apregoam exaltados que "o Brasil não pode parar!" 

Esta contradição é real? Estamos de fato diante de uma ou outra alternativa? É verdadeiro esse dilema? É um ou outro, oito ou oitenta? 

N Ã O e não. Países civilizados estão demonstrando que há caminhos que podem responder a este desafio. Nesses, a exemplo da Alemanha, Inglaterra, Itália e EUA, se está recorrendo a recursos públicos, que na verdade não são do estado, mas do povo que gera toda a riqueza em todos os níveis sociais. E, é bom que se diga, os pobres pagam proporcionalmente bem mais que os ricos. 

Nos países com democracias mais consolidadas e cultura de mais solidariedade nas suas práticas, por conta de um processo civilizatório mais avançado, mesmo naqueles que acharam que o vírus era uma gripezinha, como a Itália, se está conciliando a defesa da vida com a destinação de 10% (dez por cento) do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, de toda a riqueza gerada em um ano por todos os seus cidadãos. São muitos bilhões de euros, dólares e libras para fazer frente ao desafio de salvar vidas e garantir a economia girando. 

No caso do Brasil, o que tem que ser feito é assegurar a proteção do povo, evitando atingirmos o pico da epidemia de forma concentrada. E, por outro lado, destinar 6% (seis por cento) do PIB do país - que representam 500 bilhões de reais - para garantir o funcionamento das empresas, protegendo os empregos e gerando renda aos trabalhadores e trabalhadoras que atuam por conta própria.           

Por aqui, as ações na área econômica por parte do governo federal têm sido insuficientes e muito retardadas. É preciso que se adotem medidas mais rápidas e se responda imediatamente ao grande desafio: salvar a vida e garantir renda para o sustento das pessoas.


(*) Elias Gomes foi vereador do município do Cabo em 1976. Em 1990, foi eleito deputado estadual, tendo sido o primeiro representante do Cabo de Santo Agostinho na Assembleia Legislativa. Em 1994 foi convidado pelo então Governador Miguel Arraes para assumir a administração do Distrito Estadual de Fernando de Noronha.

Foi prefeito do município do Cabo de Santo Agostinho de 1997 a 2004 e de Jaboatão dos Guararapes de 2009 a 2061.

Foi, ainda, secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco e presidente estadual do PPS.

Este ano, filiou-se ao MDB e se colocou à disposição para a disputa a prefeito do Cabo de Santo Agostinho, mais uma vez.

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