
O Varejo agoniza
Por Ricardo Galdino (*)
Nossa experiência com o varejo vem desde 1990, seja como lojista ou como consultor do varejo.
Ao longo de todos esses anos buscamos, literalmente, lutar por um varejo justo, que pudesse promover as melhores condições às micro, pequenas e médias empresas para que obtivessem um crescimento espontâneo, resultante de seus investimentos no mais amplo sentido da palavra.
Em todo esse período de dedicação e trabalho, na luta pela melhoria do segmento varejista, me deparei com muitas barreiras: as barreiras governamentais, o Estado fiscalizatório, arrecadatório e isso realmente prejudica sobremaneira as micro, pequenas e médias empresas, impedindo-as de tomarem a iniciativa de crescer.
Elas se veem impedidas, por razões óbvias como, por exemplo, a alta carga tributária, para um setor como este que gera muitos empregos. Aliás, o 2º maior gerador de emprego do Brasil, que trata de todos os segmentos que o governo, talvez, pudesse – ou devesse – desenvolver.
À guisa de nos fazermos entender, sobre esta afirmativa, ressalto que o varejo:
Enfim, trata-se de um setor extremamente importante, pujante, da nossa economia, mas também extremamente fiscalizado, engessado, sem nenhuma razão, porque essa fatia do mercado a que estamos nos referindo representa uma arrecadação de 2,5% de toda a arrecadação auferida pelo Estado de Pernambuco.

Apesar disso, o setor é tributado da mesma forma que qualquer outro setor que disponibilize uma arrecadação bem inferior a esta e, ao mesmo tempo, o obriga a concorrer com grandes empresas, muitas das quais originárias de outros Estados e, até, de outros países, que recebem incentivos fiscais que reduzem consideravelmente seus custos de tributos e impostos.
Enquanto isso, o setor varejista, para operar, tem que arcar com uma tributação que varia de 17% a 27%, algo irreal, totalmente irreal e punitivo para quem gera tanta riqueza para o Estado.
Nossa luta, portanto, é exatamente para tentar fazer com que esses tributos possam ser regulados, debatidos, para que se tornem mais enxutos, mais justos, contribuindo para que o segmento possa promover sua expansão, gerando mais emprego, mais renda para a população e, concomitantemente, mais arrecadação para o Estado por meio da quantidade maior de empresas varejistas.
Aliás, esta é uma tática que há dezenas de anos é utilizada pelos orientais: eles conseguem encontrar maneiras de baratear o custo do produto e ter uma boa margem de lucro, mesmo vendendo mais barato. Com isso, vende mais e mesmo obtendo lucros muito baixos nas vendas conseguem ganhar muito mais porque ganham na quantidade.

FRANQUIA DO VENDE-SE / ALUGA-SE
A maior gravidade, o que mais vemos hoje, é a enorme quantidade de lojas fechadas por todo o País e o Estado de Pernambuco não está fora dessa estatística.
Eu sempre falo que ‘a maior rede de franquias que hoje espalha e está em todas a partes do País é a vende-se/aluga-se’, o que é um crime pois esses imóveis poderiam estar sendo naturalmente ocupados por alguma empresa, gerando milhares de empregos, gerando riquezas, que é isso que faz com que a economia funcione e seja alavancada.
Paralelamente a este impulsionamento da economia, reduz-se o índice de desemprego, a fome, os leitos dos hospitais que recebem centenas de doentes, ou seja, a tendência é uma significativa melhora de todos os segmentos. Porque as pessoas têm mais trabalho à disposição, trabalham mais, ganham mais dinheiro, passam a viver melhor, ter direito ao lazer, à diversão, a poder levar seus filhos para usarem os brinquedos dos shoppings, estudar em melhores escolas, mesmo que sejam públicas, pois o governo arrecada mais e pode investir mais em educação.
Então é isso que precisamos mudar e um dos caminhos para esta mudança é o incentivo ao setor varejista.

É por isso que sou favorável às propostas dos candidatos BIRA, para deputado federal, e GILSON MACHADO, para o Senado, que irão representar Pernambuco e lutar pelo desenvolvimento do nosso Estado.
Estou apostando em dois candidatos versáteis, conhecedores do que fazem e ambos já fizeram e fazem muito pelo nosso País, pelo nosso Estado, pela nossa gente.
Gilson Machado, enquanto presidente da Embratur e ministro do Turismo, mesmo enfrentando uma pandemia mundial conseguiu alavancar o setor de turismo do País, criando novas frentes de trabalho, disponibilizando novas opções, estimulando as empresas aéreas a criarem e oferecerem aos brasileiros mais opções e agilidade em seus deslocamentos internacionais, abrindo novas portas de entrada do Brasil, para o resto do mundo.
Bira da Universo, há mais de 20 anos engajado no segmento da Educação, mesmo com a grande gama de compromissos por exercer um cargo de assessoria à presidência de uma grande instituição de ensino superior – agora licenciado por conta de sua candidatura – ainda consegue se colocar à disposição de mais de 20 instituições, como voluntário, como conselheiro, como apoiador, para ajudar aos mais carentes e ainda presidir uma instituição tão importante para as famílias de crianças autistas, com atendimento e tratamento gratuito, como a Fundação Perrone, da qual também está temporariamente licenciado.
Portanto, não estou apostando em nomes desconhecidos, mas em duas figuras humanas conscientes de seus deveres de cidadãos, pais de famílias, tementes a Deus e patriotas que se colocam à disposição do nosso País e de nossa gente.
(*) Ricardo Galdino é empresário, consultor de empresas e diretor de várias entidades do segmento de varejo