
Cada vez mais se aproxima a hora da decisão de quem vai ou não renunciar aos cargos atuais e correr em busca de sentar na cadeira principal do Palácio do Campo das Princesas.
Enquanto senadores, deputados e vereadores podem se candidatar a qualquer cargo sem a necessidade de renunciar ao mandato, chefes do Poder Executivo, como prefeitos e governadores, por exemplo, terão que se desincompatibilizar do cargo, cujo prazo se encerra no dia 2 de abril de 2022. Isto não será necessário, no entanto, se eles forem concorrer à reeleição, como é o caso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Portanto, os atuais prefeitos pernambucanos que aspiram suceder o governador Paulo Câmara, como são os casos dos que estão mais na mira dos eleitores, Anderson Ferreira (Jaboatão dos Guararapes), Miguel Coelho (Petrolina) e Raquel Lyra (Caruaru), terão que se despedir na data-limite acima.
Embora não tenha ainda se referido às suas intenções, como Anderson e Miguel, Raquel Lyra pode ser a grande surpresa das próximas eleições e sentar, a partir de 2023, na cadeira que seu pai, João Lyra Neto, já ocupou.
Pesa a seu favor, vários fatores, porém, o mais importante, é a condição de ser mulher. E, pelo menos de acordo com os Estudos Técnicos que nossas equipes vêm realizando desde o início deste ano, por todo Estado de Pernambuco, além de outras cidades em outros Estados do país, o que se sente é que o povo está cansado de elegerem homens e se decepcionarem. E dizem que agora é a vez de uma mulher.
Não é à toa que vimos, nas últimas eleições, que além de ter aumentado o número de candidatas do dito ‘sexo frágil’ (será mesmo?), houve um aumento de mulheres eleitas. De 11,6%, em 2016, em 2020 foram 12,2% de candidatas que venceram as eleições e assumiram prefeituras pelo país inteiro.
Mas Raquel não conta só com este fator: suas gestões como prefeita de Caruaru também a capacitam para tal empreendimento. Foi reeleita no 1º turno com 114.466 votos, o que correspondeu a um percentual de 66,86%, o que prova que os caruaruenses aprovaram sua 1ª gestão. Em 2016, ela foi eleita no 2º turno, com 93.803 votos (53,15%), contra 82.679 (46,85%), de Tony Gel.
Nesta 2ª gestão, ela vem imprimindo o mesmo ritmo de ações em prol da população e da cidade. Além do mais, aliou-se a outro nome forte entre os prováveis candidatos às próximas eleições, o prefeito jaboatanense Anderson Ferreira, com a promessa de que quem estiver à frente, será o candidato com o apoio do outro.
Raquel Lyra tem, ainda, o nome de família, que é muito forte na política e o exemplo do pai que, como vice-governador de Eduardo Campos foi um companheiro à altura do governador, que não lhe causou, jamais, nenhum problema e, quando assumiu, deu continuidade às ações de Eduardo. Além disso, mesmo com apenas 9 meses à frente do governo, somou muito para o resultado da gestão.
Em suma: quem estiver pensando que ela está parada quanto às próximas eleições, vai se surpreender. Ela está agindo e muito sabiamente, fazendo-o sem nenhum estardalhaço.
É esperar, para saber porque, no momento certo ela vai vir forte e com muitas chances de ser a próxima moradora do palácio da Praça da República.