
Em 1977, quando Raul Seixas compôs a com o amigo Cláudio Roberto, nem em sonhos se imaginava que isso pudesse vir a acontecer após pouco mais de 40 anos.
A notícia da disseminação de um novo vírus no mundo, o Coronavírus, deixou o mundo em polvorosa: a queda das bolsas e dos índices do mercado no mundo e a alta desenfreada do dólar foram apenas o começo. Logo, fronteiras foram bloqueadas, aglomerações de pessoas foram proibidas, campeonatos de várias modalidade4s suspensos, estádios fechados, navios de cruzeiro proibidos de atracar em vários portos do mundo, voos cancelados, aulas suspensa, os trabalhadores autorizados a exercer suas funções em casa, os fatos novos e as proibições foram se desencadeando – não nessa ordem – ao ponto de, neste domingo (15/5), o Papa Francisco realizar a oração do Angelus para uma Praça de São Pedro vazia. Além disso, um comunicado divulgado pela prefeitura da Casa Pontifícia afirmou que "devido à atual emergência de saúde, todas as celebrações litúrgicas da Semana Santa acontecerão sem a presença física de fiéis", uma medida nunca antes adotada.
No Brasil inteiro, são muitas as mudanças que se sucedem. Em Pernambuco, entre outras ações, foi suspenso o espetáculo da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém, como foram suspensas aulas em várias escolas, de vários municípios.
As ações das autoridades se desencadeiam numa velocidade nunca dantes vista, não se sabe se por conscientização de que o momento é realmente de perigo para todas as classes sociais - e não apenas para os mais necessitados -, ou se por uma questão de dever, de preservação e de respeito à vida.
Os religiosos citam um dos relatos mais fantásticos e terríveis da literatura universal: o Apocalipse, o último livro da Bíblia, escrito provavelmente por João, um dos quatro evangelistas, que anteviu a fúria divina sobre a terra, com terremotos, fogo do céu, pragas, fome e cenas apavorantes na hora final.
Enfim, o que é fato, é real, é que o Coronavírus está por aí, espalhado por todo o mundo e providências se fazem necessárias, não apenas por parte do poder público, mas de todos, por uma questão de prevenção, de amor ao próximo e, sobretudo, de sobrevivência.
O portal Referência Brasil se integra a essa cadeia de orientações com a divulgação de algumas importantes recomendações do comunicado mais completo emitido, até agora, pelo Ministério da Saúde:
Sintomas
Os sinais e sintomas do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Também podem causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias. No entanto, o coronavírus (Sars-CoV-2) ainda precisa de mais estudos e investigações para caracterizar melhor os sinais e os sintomas da doença.
Principais sintomas conhecidos até o momento:
Comuns:
Coriza
Tosse seca
Dor de garganta
Febre
Graves:
Febre alta
Dificuldade de respirar
Formas de transmissão
Já se sabe que a contaminação de pessoa para pessoa está ocorrendo, mas ainda estão em curso investigações mais detalhadas sobre as formas de transmissão do novo coronavírus. Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1 metro) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.
A transmissão costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:
Gotículas de saliva;
Espirro;
Tosse;
Catarro;
Aperto de mão e toques;
Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.
O período médio de incubação por coronavírus é de 5 dias, com intervalos que chegam a 12 dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.
Diagnóstico
O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro), indicada sempre que for identificado caso suspeito. É necessária a coleta de duas amostras, que são encaminhadas com urgência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Para confirmar a doença, é necessário realizar exames de biologia molecular que detectem o RNA viral.
Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela atenção primária em saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.
Tratamento
Até o momento, não há nenhum medicamento específico, infusão ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus. O tratamento indicado é repouso e consumo de bastante água, bem como uso de medicamentos para controle de dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, orienta que, para prevenir contaminação, o paciente evite contato com outras pessoas e reforce hábitos de higiene.
Especialistas estimam que a produção de um medicamento específico e de uma vacina levem de seis meses a um ano para serem desenvolvidos e distribuídos em larga escala. Segundo o infectologista Werciley Júnior, estima-se que de 10% a 20% dos pacientes que contraírem o vírus deverão ter quadro mais grave. “A grande maioria das pessoas vai ter reação leve e tratar como um leve resfriado”, esclarece.
Condições de isolamento e quarentena
O Ministério da Saúde regulamentou os critérios de isolamento e quarentena que deverão ser aplicados pelas autoridades de saúde local para pacientes com suspeita ou confirmação de infecção por coronavírus no Brasil. As regras entraram em vigor a partir da quinta-feira passada (12) com a publicação de portaria no Diário Oficial da União (DOU). A medida faz parte das ações para enfrentamento da Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) decorrentes do coronavírus. O objetivo é evitar a dispersão do vírus pelo país.
O isolamento e a quarentena são medidas de saúde pública para o enfrentamento ao coronavírus no país. “O isolamento não é obrigatório, não vai ter ninguém controlando as ações das pessoas, ele é um ato de civilidade para proteção das outras pessoas. Já a quarentena é uma medida restritiva para o trânsito de pessoas, que busca diminuir a velocidade de transmissão do coronavírus. Essas são medidas de saúde pública”, reforçou o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.
Medidas de prevenção
Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, tais como:
Lavar com frequência as mãos com água e sabão;
Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
Não compartilhar objetos de uso pessoal;
Manter os ambientes bem ventilados
Também é recomendado evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas ou que apresentem sinais ou sintomas da doença. Também se recomenda evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.
Segundo recomendação da OMS, quem não possui sintomas não precisa utilizar máscaras.
As principais fake news do coronavírus
Em página específica para combate às fake news, o Ministério da Saúde esclarece informações falsas que chegam ao conhecimento da população. Muitas delas têm relação com supostas substâncias que curariam a doença, como chá imunológico, uísque e mel e até mesmo loló e cocaína. O Ministério da Saúde reforça que não há nenhuma indicação de que essas substâncias teriam relação com a cura da doença. Outra fake news desmentida é a de que o novo coronavírus teria inserção do vírus HIV e de que teria sido criado em laboratório. Segundo a página do governo, não há nenhum registro científico que indique isso.
A fim de facilitar o acesso a informações sobre o Coronavírus Covid-19 e combater a propagação de notícias falsas, o Ministério da Saúde desenvolveu aplicativos com dicas de prevenção, descrição de sintomas, formas de transmissão, mapa de unidades de saúde e até uma lista de notícias falsas que foram disseminadas sobre o assunto.
Os aplicativos estão disponíveis para usuários dos sistemas operacionais iOS e Android:
iOS: https://apps.apple.com/br/app/coronav%C3%ADrus-sus/id1408008382
Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.datasus.guardioes&hl=pt_BR
Também com o objetivo de alertar e esclarecer a população sobre as Fake News que começaram a ser disseminadas sobre o tema, foi disponibilizado um número de WhatsApp para envio de mensagens da população para apuração pelas áreas técnicas do Ministério da Saúde e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira.
Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61) 99289-4640.
Fontes: Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Panamericana de Saúde.