
Da Redação
Na edição 100, de 15 de setembro de 2018, da Revista Total, quando assumimos o cargo de Redator-Chefe, em matéria de capa de 16 páginas, vaticinávamos a reeleição garantida de Paulo Câmara para mais 4 anos no comando do governo de Pernambuco, o que se confirmou no 1º turno da eleição daquele ano.
Baseávamos, à época, nos resultados de um período crítico em que ele, nos últimos 4 anos da 1ª gestão, enfrentara o desânimo que se abateu sobre os pernambucanos, face à perda trágica de um governador que foi um grande líder e sábio comandante da sua tropa, uma das maiores crises que o país enfrentou e o descrédito da grande maioria que votou nele, agindo por respeito e gratidão a Eduardo Campos.
O conteúdo da matéria, 50% se relacionava a dados sobre o governador e candidato à reeleição e os outros 50% à infinidade de obras e ações executada nos últimos 4 anos (para o que contamos com a ajuda - através de informações -, do jornalista Evaldo Costa).
Baseávamos também nas competentes gestões que PC realizou como secretário de Administração (Período 2007–2010); secretário de Turismo de Pernambuco (Período 2010–2011); e secretário da Fazenda (Período 2011–2014), no Governo de Eduardo Campos, que foi considerado "o melhor governador do País" por vários veículos de comunicação do Brasil e até do exterior, por vários anos.
Esperávamos, portanto, que Paulo Câmara daria continuidade ao governo de excelentes resultados, fortalecido pelas nova condições do país, a experiência adquirida nos primeiros 4 anos, o apoio da população etc.
Mas o que se viu – e continua se vendo – foi motivo para decepção e desaprovação total da população pernambucana.
Não há como se negar que, na Educação, ele deu continuidade ao que aprendeu com Eduardo Campos, e até aumentou o índice de obras e ações neste segmento, mas, em matéria de Saúde, Segurança e Infraestrutura (principalmente nesses 3 segmentos), a 2ª gestão foi um fracasso.
Não à toa, em pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, no mês passado, os eleitores pernambucanos indicaram que os principais problemas do Estado apontados, segundo o levantamento, foram Saúde, Desemprego e Inflação.
Só que, na opinião dos nossos colaboradores e da equipe da Redação do Portal, a Saúde também apareceu em 1º lugar, mais os outros dois (2º e 3º lugares), foram Segurança e Infraestrutura – ou falta de.
Ø Saúde – Quem quiser ver realmente como está o descaso é só visitar o Hospital da Restauração, em Recife, onde já houve 2 desabamentos (citados) de teto, os corredores cheios com pacientes esperando vagas até pelo chão e falta de medicamentos e de profissionais da saúde. Neste sábado (28/5), inclusive, o blogueiro Magno Martins publicou nota que os médicos do HR “ilhados, passam fome na unidade hospitalar”. NÃO ENTENDO O QUE ELE QUIS DIZER POIS, EM MARÇO (no dia 10), QUANDO ‘MENTIRAM’ QUE O TETO DO HR HAVIA DESABADO, O DIRETOR Miguel Arcanjo declarou ao JC, à coluna Saúde e Bem Estar: “Está tudo dentro da normalidade”.

Aliás, apesar da enorme quantidade de blogueiros em todo este Estado abençoado de Pernambuco, eu só vejo 2 que elogiam e postam notícias boas sobre o governo (quando raramente acontecem), mas que estão sempre focados nos descasos e abandono da população e falta de interesse em fazer o CERTO: Magno Martins e Ricardo Antunes. Os outros - perdoem-me se estiver mal informado -, só raras vezes fazem alguma denúncia. Por que será, hem?
Ainda com relação à situação da Saúde em Pernambuco, podem ver outro exemplo: é só dar um pulo até Caruaru e visitar o Hospital Regional do Agreste que, mesmo com um excelente atendimento, por conta da competente equipe que o administra, faltam medicamentos, desde Luftal a Tramal, o terreno ao redor da unidade hospitalar não recebe atenção, está tomado pelo mato, os estacionamentos – sobretudo os de visitantes -, com buracos em que para se evitar acidentes o motorista tem que ser “motobata”, uma mistura de motorista com acrobata; também com falta de profissionais de saúde, onde alguns pacientes se curam e esperam até 3 dias para receberem alta porque não tem um médico para autorizar a sua liberação.
Paremos apenas nestas duas unidades para não faltar letras no teclado do pc (neste caso, o computador).
Ø Segurança – Todos os dias e em qualquer local deste belo Estado, antes ‘porta de entrada e saída e Capital do Nordeste’, ocorrem homicídios, roubos, assaltos, com a vida não valendo mais nada, a população com medo de sair de casa e as ruas entregues a vândalos e bandidos.
Em contrapartida, políticos (deputados estaduais e federais) pernambucanos também empenhados – coitadinhos deles – em suas andanças para conquistar votos e se manterem no poder, deixando, por exemplo, de se preocupar com os interesses do povo que os elege (faltando um prazo menor para as eleições eles vão se preocupar com isso, porque é muito fácil enganar o povo), permitindo que bandidos se dizendo torcedores cometam crimes bárbaros, amedrontem a população e acabem com a beleza de espetáculo de torcedores – com seus familiares – nos estádios, assistindo aos jogos dos seus times do coração apenas pela TV (quando são transmitidos) ou ouvindo pelo rádio, e não se cria um projeto de lei verdadeiro e eficaz para se estancar essa torneira nem nada mais para se promover maior segurança para os pernambucanos.
Ø Infraestrutura – A situação atual, principalmente por se tratar de um ano de eleições, em que os maus gestores investem mais nas manobras para enganar o povão, o que se vê é que Pernambuco, há muito tempo, vive os tristes dias da “era da Ilha da Fantasia”.
Dirigir pelas estradas de Pernambuco, inclusive em áreas que poderiam estar melhor estruturadas como nas praias do litoral, por exemplo, que atraem tanto turistas, é não dar valor à vida. Aliás, não entendi até hoje um outdoor fincado à entrada de Muro Alto (em Ipojuca, poucos quilômetros antes de Porto de Galinhas onde agora, além das belezas naturais, também tem tiroteios, inclusive resultando na morte de uma criança), citando agradecimento do setor de Turismo ao deputado federal Felipe Carreras e, ao seguir em direção a um dos hotéis daquele paraíso, alguns pedestres nos alertaram: "Cuidado para não cair nas crateras!". Não vimos crateras, só um buraqueira que nos amedrontou, obrigando-nos a trafegar a 10kms por hora para não correr o risco de cair num deles.
A população não aceitou – e não tem como aceitar -, por exemplo, que mesmo o perigo da pandemia não tendo se encerrado, vários hospitais de campanha que foram criados foram desativados. Entre muitos outros casos, em julho de 2020, dos 700 leitos de Covid-19, 300 foram extintos e os governantes – municipal e estadual -, afirmaram que não iriam faltar equipamentos se os números da pandemia voltassem a aumentar e, em setembro de 2021, novamente essas ‘providências’ foram colocadas em prática, como no caso do Hospital de Campanha da Rua da Aurora, no Recife, que foi desmobilizado pelo Governo do Estado.
Essa gangorra de ativações, desativações, reativações, não gera um custo para o Estado mais alto do que se deixassem alguns apenas com as atividades suspensas, por algum tempo, enquanto se aguardam os acontecimentos, numa época em que tantos vírus estão eclodindo, por todas as partes do mundo? Agora, por exemplo, faltam leitos de UTI para crianças, ocorrendo mortes de bebês por falta de atendimento.
A isto se dá o nome de falta de planejamento, de previsibilidade, de olhar voltado para os interesses da população.
Melhor seria que deixassem pra fazer política, campanha, atos de enganação do povo, jantares para Lula, viagens para festas de casamentos, participação e coordenação de campanha do PT, quando tudo estivesse normalizado e a população mais segura.
E o que dizer desse mal, que perdura há dezenas de anos, causado pelas recentes chuvas que já dizimaram mais de 40 pernambucanos, que foram divulgados antecipadamente que iriam ocorrer e nada se fez, nem nas últimas décadas, nem antes de elas desabarem sobre a cidade e causarem desgraça e mortes de eleitores que, por certo, estavam se preparando para votarem nos ‘excelentes políticos’ de nosso Estado?.
Procurem, senhores dos Poderes: executivo e legislativo, mudar e, aí, sim, fazerem jus aos votos que estão buscando, agora, com a realização de nada ou de obras fictícias.