
A principal função do jornalista, ensinada na faculdade, é apurar, investigar e transmitir informações de interesse público. O profissional atua como mediador entre os acontecimentos e a sociedade, com o compromisso de relatar os fatos com veracidade, imparcialidade e responsabilidade ética.
O curso superior de Jornalismo prepara o profissional para cumprir esse papel por meio de pilares fundamentais:
· Apuração e Verificação: Ensinamentos sobre como checar fontes, cruzar dados e buscar a verdade, garantindo que a informação seja precisa antes de ser publicada;
· Direito à Informação: Capacitação para transformar dados complexos em notícias de fácil compreensão, lutando pela transparência e combatendo a desinformação;
· Ética e Cidadania: Discussão profunda sobre o papel social da profissão, a responsabilidade de dar voz a diferentes perspectivas e o impacto das notícias na formação da opinião pública;
· Técnicas de Linguagem: Domínio das técnicas específicas para redação e produção audiovisual em diferentes meios, como televisão, rádio, impresso e plataformas digitais.
Tudo isto eu aprendi durante os anos em que estudei na Unicap (em Recife) e na UFF (no Rio de Janeiro). Esse aprendizado, juntamente com mais 2 anos e meio do curso de Letras na Unicap, foram os pilares que me levaram a exercer as honrosas profissões de Jornalismo e Revisor, inicialmente no Jornal do Brasil – onde tive a honra de ser escolhido para ser o revisor exclusivo do grande colunista social Zózimo Barroso do Amaral, em sua coluna diária e no Caderno B, que circulava aos domingos; e também como revisor do Departamento de Revisão do JB, tendo tido o prazer de revisar muitos dos conteúdos do inesquecível João Saldanha e tantos outros jornalistas daquele veículo.
Sempre produzindo matérias relevantes, informativas, de excelente conteúdo, que me levaram também a trabalhar em diversas emissoras de TV, em São Paulo, no Rio de Janeiro, e em Recife.
Expliquem-me, então, o que dizer de um profissional que escolhe uma pessoa, sobretudo um político, para exercer sua profissão em veículos diversos e em seu próprio blog, a falar mal dessa pessoa, todos os dias?
Esse tipo de comportamento geralmente indica uma intencionalidade deliberada, que pode ser motivada por interesses inimagináveis, quer sejam políticos ou pessoais, desvinculando-se do jornalismo ou da análise técnica isenta.
Quando um profissional foca diariamente em atacar uma única figura, a atuação dele deixa de ser uma cobertura informativa e passa a ser uma campanha de desgaste, com
· Motivações Estratégicas;
· Engajamento por Conflito;
· Interesse único em falar mal da figura pública e, o que é pioro:
· Alinhamento Político, o que mostra um profissional a serviço - de forma direta ou indireta - de um grupo opositor ao político atacado.
Em 2006, eu estava com um programa de bastante sucesso na TV Universitária, o qual eu apresentava com o saudoso jornalista Luiz Mala Muniz, quando inclusive criamos a dupla Mala & Mochila, e como eu tinha um excelente relacionamento com a direção da TVI NET – Canal 14, o que sempre procurei preservar, por onde passei, quando fui procurado por esse profissional, pedindo para que eu o apresentasse ao pessoal daquela emissora, pois ele pretendia apresentar um programa político, de entrevistas. Inclusive, pediu para que eu produzisse o programa.
Falei com um dos sócios, o Reginaldo Moraes, ele comprou a ideia e iniciamos os trabalhos, tendo na estreia um candidato que ainda não era considerado o vencedor daquela eleição, mas, que já começava a crescer nas pesquisas: Eduardo Campos. E cresceu tanto que venceu.
O programa foi um sucesso, mas, por questões que não procurei me inteirar, após alguns meses Reginaldo não quis mais que o programa continuasse na emissora.
O profissional saiu, seguindo os versos que fazem parte da letra da música "Nem Se Despediu de Mim", que foi composta por João Silva em parceria com o Rei do Baião, Luiz Gonzaga.
Eu só viria a me encontrar com o profissional no São João do ano seguinte, quando ele se dirigiu a mim, em pleno Pátio do Forró, em Caruaru, não para me cumprimentar, nem tampouco para me agradecer o apoio que lhe dei, ao apresentá-lo aos irmãos Moraes e a produzir seu programa na TV I. Ele veio falar comigo com raiva, me condenando por eu ser amigo do saudoso governador Eduardo Campos que, inclusive, nos tirou – eu e o Mala – da TV Universitária e nos levou para a TV Pernambuco, onde passamos os 8 anos de sua gestão.
Então, se eu, até por ter mais estrada – de anos vividos e de experiência -, por ter ocupado vários cargos do segmento da Comunicação em diversos veículos, puder dar um conselho a esse rapaz, meu conselho será este: Pare com isto, amigo. Está ficando feio. E as pessoas de bem e de equilíbrio que eu conheço sempre me confessam que acham horrível esse procedimento desse que, inclusive, um grande profissional. Só falta seguir o rumo certo.